Depois de 57 anos de atuação, o grupo Consiste anunciou a suspensão das atividades de quatro de suas empresas em Bauru.
Segundo a empresária Leilane Aparecida Figueiredo Strongren, foram demitidos, no último mês, 220 funcionários das empresas Consiste Condomínios, Consiste Max, Consiste Serviços e Consiste Segurança. O Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Bauru e região, porém, fala em 478 demissões.
O grupo, no entanto, não abriu falência das unidades citadas. “Encerramos os contratos e estamos tentando resolver a situação dos nossos funcionários. Estacionamos nossas atividades, por enquanto, por falta de pagamento de vários clientes”, diz Leilane.
Outras três empresas em Bauru, do ramo de elevadores, contabilidade e corretora de seguros, possuem o “Consiste” no nome, mas foram vendidas pela família Figueiredo há alguns anos e não fazem parte desta realidade.
Decadência
Leilane diz que a sede da empresa, localizada na quadra 3 da rua Benjamin Constant, tem permanecido aberta apenas para rescisões de contrato e informações à população.
Ela diz que o problema teve início em março do ano passado, com a inadimplência de contratos firmados com instituições públicas. “Acabamos atrasando Fundo de Garantia e os salários por conta da situação”, especifica.
Além de Bauru, a empresa possuía unidades em São Paulo, Santos, Taubaté, Sorocaba e Ourinhos e, no início de 2015, empregava até 840 colaboradores nas áreas de limpeza, portaria, vigilância e administração.
Segundo Leilane, o grupo busca, junto à procuradoria do Trabalho, reverter aos funcionários o valor das dívidas a receber.
“Temos muito mais a receber do que a pagar. Vamos vender algumas coisas para saldar o débito com os fornecedores e ver se temos condições de nos reerguer”, pontua.
As informações, porém, são rebatidas pelo sindicato. “Em pesquisa, soubemos que a empresa está completamente endividada. Já movemos ação trabalhista, mas, até agora, eles só entregaram três rescisões ao sindicato. Deixaram os trabalhadores ‘a ver navios’”, critica Ana Cândida Pinto, advogada do Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Bauru e região.