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| Segundo Monti, boa cobertura da campanha de vacinação deve contribuir para redução de casos |
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou, nessa terça-feira (9), mais duas mortes por H1N1 em Bauru. Com os novos registros, a cidade soma 34 casos da doença, sendo que 11 evoluíram para óbitos.
Apesar de o número recorde de mortes na cidade em um mesmo ano ser preocupante, a pasta não tem mais nenhum caso suspeito sob investigação. Diante desta notícia, o secretário Fernando Monti avalia ser “improvável” que mais moradores sejam vitimados pela gripe A neste ano.
“Trata-se de uma doença sazonal. É claro que mais casos suspeitos poderão ser investigados, mas todas as condições são favoráveis para que não haja mais nenhum. Entendo que a cidade está protegida”, aponta. Desde o início do ano até o momento, 100 casos suspeitos já foram descartados.
De acordo com o Departamento de Saúde Coletiva da secretaria, as vítimas mais recentes são uma mulher de 69 anos, que era tratada no Hospital de Base e faleceu em 1 de julho; e um homem de 54 anos, que morreu em 10 de julho no Hospital Beneficência Portuguesa. Ambos apresentavam comorbidades.
A expectativa de redução ou extinção de novos casos até o final do ano é reforçada porque, além de o período mais frio do ano já ter sido superado, a boa cobertura alcançada pela campanha de vacinação neste ano também garante imunidade à doença para considerável parcela da população.
“A campanha foi encerrada em junho e a maioria dos casos foi registrada antes deste período”, cita Monti, salientando que as notificações continuaram sendo feitas em julho e agosto devido à demora para divulgação dos resultados dos exames, realizados pelo Adolfo Lutz, em São Paulo.
E os próximos anos?
O secretário prevê que, para os próximos anos, também são pequenas as chances de a gripe A voltar a registrar pico de casos e mortes em Bauru. Antes de 2016, o maior número de vítimas fatais havia sido contabilizado em 2009, ano em que, pela primeira vez, a presença do vírus foi detectada no mundo. Na ocasião, oito pessoas morreram na cidade.
Segundo Monti, embora trate-se de uma doença conhecida há poucos anos, ela vem apresentando comportamento cíclico ao longo do tempo. “É algo comum entre as doenças infecciosas transmissíveis. O número anormal de casos neste ano não ocorreu somente em Bauru, mas em outros locais do País. Acredito que, em 2017 e 2018, não teremos problemas”, argumenta.
Ele explica que a previsão se dá porque o paciente, quando contrai H1N1, fica temporariamente imune à doença devido aos anticorpos no organismo. Assim, quando o volume de infectados é muito elevado, a tendência é de que, em anos seguintes, haja queda no número de casos. Mas, com o passar do tempo, esta espécie de “blindagem” vai perdendo seu efeito, principalmente se a população não procurar as unidades de saúde para ser devidamente vacinada.