| Malavolta Jr. |
| Selma: presidente de conselho |
Uma funcionária de escola estadual no Parque Jaraguá, em Bauru, alega ter sido chamada de “pretinha” e “macaca” e ameaçada de agressão física durante discussão com três alunas do ensino fundamental na tarde da última terça-feira (9).
O motivo, segundo relatou a mulher em registro policial, é porque pediu que adolescentes retornassem à sala de aula. Duas das acusadas, de 14 e 13 anos, não vivem com os pais. Quem responde por elas é uma jovem de 26 anos, irmã da mais velha e tia da mais nova. As adolescentes negam que tenham proferido insultos racistas contra a servidora estadual e feito ameaças de agressão, disse a curadora.
Já o pai da outra estudante de 14 anos disse que, durante a confusão, a filha, que também é negra, teria sido chamada de “neguinha do borel” pela funcionária, quando, então, resolveu revidar.
Em nota, a Diretoria de Ensino de Bauru “lamenta o ocorrido na escola Maria Eunice Borges Miranda” e informa que a direção da unidade chamou os responsáveis pelas alunas para que fossem esclarecidos os fatos e para reforçar a importância da família.
“Todas as medidas pedagógicas serão tomadas de acordo com o regimento escolar. A escola conta com professor-mediador, profissional capacitado para lidar com situações de vulnerabilidade no ambiente escolar, que acompanhará o caso”, garantiu.
‘Inaceitável’
Presidente do Conselho Municipal da Comunidade Negra de Bauru, Selma de Fátima Celestino, que é negra, foi categórica sobre os casos de discriminação no município. “É inaceitável, nos dias de hoje, ainda existir qualquer tipo de preconceito”.
Segundo ela, a entidade desencadeará uma ação de combate à discriminação racial na cidade. “Vamos procurar as vítimas e os acusados para realizar um trabalho de conscientização”, diz.
Serviço
A sede do Conselho Municipal da Comunidade Negra de Bauru fica na rua Manoel Bento Cruz, 7-60, Centro. Mais informações pelos telefones (14) 3227- 5433 e (14) 9 9865-0371.