09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Extinção dos partidos ou extinção das práticas perniciosas?

Gerson Christianini - Graduado em Jornalismo com MBA Executivo Internaciona
| Tempo de leitura: 1 min

Li duas notícias esses dias que, apesar de terem uma roupagem bonita e de fácil digestão na luta contra a corrupção, não me parecem efetivas no combate às práticas políticas perniciosas. Gilmar Mendes, ministro do Supremo, fez severas críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), dizendo que o partido pode ser alvo de investigações a fim de que, caso comprovados, determinados erros poderiam provocar a extinção.


Depois de severas críticas, que o acusaram de perseguição, Mendes acrescentou que não só o PT, mas outros partidos também podem ser investigados e julgados no âmbito de leis eleitorais já vigentes no país. Sou a favor das investigações a todos os partidos, e que, caindo na vala das práticas levianas, sejam punidos em que âmbito for necessário. Ponto final.


Parágrafo, letra maiúscula. Provocadores e lunáticos de carteirinha podem até enxergar a extinção de vários partidos como sendo um conluio entre eles próprios, para que enterrem a fama negativa que se criou e ressuscitem com uma nova roupagem, sendo a mesma estrutura, mas com a embalagem revitalizada e cheirosa do cuidado ao povo e respeito ao bem público. Não acredito nisso.


Portanto, mesmo não pensando dessa forma radical, acredito que os partidos precisam manter seus nomes, e que, se houver uma repaginação, que seja um mergulho na própria história, arejando ideias, criando novos paradigmas de atuação, ensejando uma mudança digna e transparente com os eleitores. Que nas próximas eleições o marketing político seja bom o suficiente para criar esperanças baseadas em soluções e não em ilusões.