07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 3 min

QUE VENHA A ALEMANHA!

Ô, Alemanha, pode esperar, a tua hora vai chegar”, cantaram os torcedores que lotaram o Maracanã, onde Brasil pulverizou Honduras. Na outra semifinal de ontem, os alemães passaram pelos nigerianos no Itaquerão. Deu a lógica. Assim, brazucas e germânicos decidem o futebol masculino dos Jogos do Rio de Janeiro, sábado, no Maracanã. Neymar abriu e fechou a conta na classificação para a quarta final olímpica brasileira – as outras foram as medalhas de prata em Los Angeles/1984, Seul/1988 e Londres/2012. Honduras vinha jogando no 5-4-1, mas eu achava que poderia usar o 10-1. Claro que estou brincando, mas de qualquer forma a seleção da América Central usaria um esquema ultradefensivo. Só que logo aos 14 segundos, Neymar entrou para a história ao marcar o gol mais rápido da Olimpíada. Os hondurenhos foram obrigados a sair para o jogo e a tarefa da nossa Seleção foi facilitada, com a vantagem de 3 a 0 no 1º tempo. Na volta do intervalo, o Brasil continuou jogando bem. Neymar e Gabriel Jesus arrasaram e o jovem capitão ainda fez o último gol. Que venha a Alemanha.

HISTÓRIA

Róbson Conceição fez história ao conquistar a primeira medalha olímpica de ouro do boxe brasileiro. O baiano de Salvador superou a pobreza, as dificuldades vividas na infância e na carreira para subir ao lugar mais alto do pódio da Rio/2016. Além disso, a nobre arte (como o pugilismo é chamado) deve ser alavancada em nosso País. Eu adorava o boxe da época de Muhammad Ali, Foreman, Júlio César Chavez e Oscar De la Hoya, além do nosso Éder Jofre.


QUE PENA

Bicampeã olímpica (Pequim/2008 e Londres/2012), a seleção brasileira de vôlei feminino não havia perdido sequer um set na Rio/2016. Nas seis últimas Olimpíadas nosso vôlei feminino ficou entre os quatro melhores. Não é só futebol que judia. A eliminação para a China foi uma pena, só que vitórias e derrotas fazem parte do esporte e da vida da gente.


SEM MEDALHAS  

Assim como o feminino, o nosso handebol masculino despede-se do Rio/2016 sem medalhas. Os brasileiros foram eliminados pelos franceses nas quartas de final em jogo acirrado.


SEM AGRADAR

A Seleção Olímpica não sofreu nenhum gol nos cinco jogos, mas um atleta não agrada torcida e crônica: Rodrigo Caio. O são-paulino é melhor como volante do que como zagueiro.


POLÊMICA

Renaud Lavillenie, medalha de prata no salto com vara, ainda reclama das vaias e chegou a dizer que o comportamento do público foi o mesmo da Alemanha Nazista na Olimpíada de 1936. Frescura do atleta francês. A torcida brasileira está de parabéns.


NOVO CHEFE

O técnico Ricardo Gomes começou a trabalhar ontem no São Paulo e estreia domingo contra o Inter no Beira-Rio. O substituto de Bauza precisa fazer uma profunda mudança no time.


ECONOMIA

Com a dispensa de Tobio, Mouche e Cristaldo, o Palmeiras vai economizar mais de um milhão de reais por mês. Os três jogadores argentinos foram indicados pelo compatriota Ricardo Gareca, técnico palmeirense em 2014, e nunca corresponderam no Verdão.


MEMÓRIA  

Paulistão de 1965: Noroeste 1 x 0 Palmeiras, em Bauru, gol de Lourival. Árbitro: Aírton Vieira de Moraes. Noroeste: Cláudio; Aracito, Geraldo, Brito e Romualdo; Moisés Cocito e Lourival; Passarinho, Teixeira, Zé Carlos e Plínio. Técnico: Fernando Pierre. Palmeiras: Donah; Djalma Santos, Djalma Dias, Procópio e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia; Julinho, Dario, Ademar e Rinaldo. Técnico: Filpo Nuñez.