08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O bêbado e o equilibrista

Eduardo Coube de Carvalho
| Tempo de leitura: 1 min

1994 – Lei do homicídio qualificado 1999 – Lei de combate à compra de votos. 2005 – Lei do fundo nacional de habitação. 2010 – Lei da ficha limpa.


Em comum, todas essas leis têm a idealização de milhões de brasileiros, equilibristas, que com os pratos já pesados da vida, ainda supriram com projetos de lei de iniciativa popular as lacunas deixadas pelo Estado. Todas as propostas foram aprovadas e são reconhecidas como marcos de nosso processo legal, mas a última delas merece maior destaque.

A lei da ficha limpa veio dar moralidade ao nosso processo político-eleitoral, e já impediu que milhares de criminosos se lançassem candidatos a cargos públicos.


E quando ouvimos de um ministro do STF que a lei da ficha limpa parece ter sido feita por bêbados, recorremos a João Bosco, Aldir Blanc e Elis Regina para, com licença poética, acalmarmos nossa ansiedade por um melhor patamar ético em nosso país.

“Chora a nossa pátria mãe gentil.

Choram marias e clarisses no solo do Brasil. Mas sei que uma dor assim pungente não há de ser inutilmente.


A esperança dança na corda bamba de sombrinha. E em cada passo dessa linha pode se machucar.


Azar, a esperança equilibrista

Sabe que o show de todo artista

tem que continuar”