| Francisco Medeiros/ME/Fotos Públicas |
| Maicon Siqueira foi uma das surpresas brasileiras nos Jogos ao faturar bronze na categoria mais de 80 kg do taekwondo |
Para atingir a meta de ficar entre os dez países com mais medalhas nos Jogos do Rio o Brasil traçou uma estratégia com duas frentes, voltar a subir ao pódio nas modalidades tradicionais e conquistar medalhas em esportes de menor repercussão, mas só uma delas funcionou bem.
Enquanto Isaquias Queiroz se tornou o maior medalhista do Brasil em uma mesma Olimpíada com três pódios na desconhecida canoagem velocidade e Felipe Wu foi prata no tiro, esportes que antes da Rio 2016 eram vistos como favoritos para brilhar em casa ficaram abaixo das expectativas, como vôlei feminino, vôlei de praia, vela e judô.
Como resultado, o Brasil encerrou sua participação na Olimpíada com 19 medalhas, seu recorde histórico, mas dez atrás do 10º colocado, a Austrália. Em total de medalhas o Brasil ficou no 13º lugar, à frente da Espanha, em 14º lugar.
Decepções foram as ausências de pódios para a seleção feminina de vôlei e a dupla favorita de vôlei de praia Larissa e Talita, e o judô, também não repetiu no Rio as quatro medalhas de Londres, para que país igualasse o número de pódios dos canadenses.
Um caso emblemático foi o velejador multimedalhista Robert Scheidt, que terminou pela primeira vez fora do pódio (em 4º) justamente nos Jogos Olímpicos em casa, depois de ganhar cinco medalhas nas cinco Olimpíadas anteriores.
O boxe também saiu do Rio com menos pódios do que em 2012 (uma no Rio, de ouro, contra três em Londres, uma prata e dois bronzes), a natação ficou sem medalha pela primeira vez em uma Olimpíada desde 2004 e as equipes femininas de handebol e futebol também frustraram a expectativa.
Apesar de não atingir a meta estabelecida pelo COB, o Time Brasil conseguiu no Rio seu melhor desempenho em Jogos Olímpicos em todos os tempos. As 19 medalhas superam as 17 de Londres 2012, e as sete de ouro vão além das cinco de Atenas 2004.
Para isso o Brasil confirmou o favoritismo em modalidades como vôlei de praia masculino, vôlei de quadra masculino e a seleção masculina de futebol, mas também conseguiu medalhas inesperadas para o público geral com Thiago Braz no salto com vara, Maicon Siqueira no taekwondo, Felipe Wu no tiro e Isaquias Queiroz e Erlon de Souza na canoagem velocidade.
BRONZE HISTÓRICO
Poucas horas depois de conquistar a medalha mais esperada da sua história olímpica no futebol, o Brasil ganhou, anteontem, a mais inesperada. Apenas o 51.º colocado do ranking mundial do tae kwon do, Maicon Siqueira levantou o Arena Carioca 3 e, numa campanha de três vitórias, recebeu o bronze na categoria para atletas de mais de 80kg.
Na luta que valeu o pódio, ele venceu o britânico Mahama Cho, de virada, por 5 a 4, depois de entrar no último round perdendo de 3 a 1. Essa é a segunda medalha olímpica do Brasil na história do tae kwon do. A outra foi conquistada por Natália Falavigna, também de bronze, nos Jogos de Atenas, em 2004.
Medalhas do Brasil na Olimpíada Rio 2016
OURO
Atletismo - Thiago Braz no salto com vara
Boxe - Robson Conceição na categoria 60 kg
Futebol masculino
Judô - Rafaela Silva na categoria 57 kg
Vela - Martine Grael e Kahena Kunze na classe 49er FC
Vôlei de praia - Alison e Bruno Schmidt
Vôlei masculino
PRATA
Canoagem - Isaquias Queiroz no C1 1000m
Canoagem - Isaquias Queiroz e Erlon de Souza no C2 1.000m
Ginástica Artística - Arthur Zanetti nas argolas
Ginástica Artística - Diego Hypólito no solo
Vôlei de praia - Ágatha e Bárbara
Tiro - Felipe Wu na pistola de ar de 10m
BRONZE
Canoagem - Isaquias Queiroz no C1 200m
Ginástica Artística - Arthur Nory no solo
Judô - Mayra Aguiar na categoria 78 kg
Judô - Rafael Silva na categoria mais de 100 kg
Maratona aquática - Poliana Okimoto
Taekwondo - Maicon Siqueira na categoria mais de 80 kg