10 de julho de 2026
Bairros

Briga entre mãe e filha acaba em denúncia de pedofilia

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Acusado de pedofilia, um aposentado de 61 anos só não acabou preso porque a Polícia Civil já tinha conhecimento de que a denúncia pode ter sido, na verdade, motivada como vingança de uma briga. A confusão seria entre a companheira do acusado e a filha da mulher. Esta, como represália contra a mãe, teria feito a denúncia. O caso segue em investigação.

Quando houve a briga, a companheira do acusado se adiantou e foi até a CPJ para mostrar mensagens que recebera da filha pelo WhatsApp. No texto, ela diz que iria à delegacia denunciar que o padrasto havia estuprado sua filha, de 11 anos.

Os policiais civis apuraram que a criança não teve contato com o homem na última segunda-feira (22), o que não configura flagrante e, por isso, ele irá responder inquérito em liberdade. O acusado ainda escapou, por pouco, de ser linchado por populares, pois a PM foi acionada à residência dos familiares, na Vila Industrial, em Bauru.

O episódio começou na noite desta segunda. Em boletim de ocorrência registrado como injúria, uma doméstica de 54 anos declara que sumiram R$ 150,00 e um perfume de seu quarto e que sua filha foi vista entrando no cômodo. Ao ser questionada, a cabeleireira, de 31 anos, começou a discutir com sua genitora.

Durante a briga, a cabeleireira teria dito que iria até a delegacia para acusar o companheiro da mãe de pedofilia, alegando que o homem havia abusado de sua filha, de 11 anos. A doméstica, entretanto, foi antes à CPJ e mostrou as mensagens em que a filha falava que faria a acusação.

Mais tarde, a PM foi acionada na casa para conter um tumulto, uma vez que alguns moradores tentavam agredir o aposentado. Todos foram levados à CPJ, onde a cabeleireira sustentou a acusação de que o padrasto teria acariciado as partes íntimas de sua filha. No entanto, a equipe plantonista já sabia do teor da denúncia e apurou, ainda, que a menina não havia tido contato com o acusado na segunda, descartando o flagrante.  

Considerando as circunstâncias, foi  instaurado inquérito e o aposentado responderá em liberdade. Segundo a titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Priscila Bianchini, havia muitas divergências nos depoimentos. “Por isso, o plantonista optou pelo inquérito, para que a suposta vítima seja submetida a exame toxicológico e avaliação psicológica e nós tenhamos um conjunto de provas para decidir se iremos representar pela prisão preventiva dele ou não”, pontua Bianchini.