08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Consenso

Wellington Anselmo Martins
| Tempo de leitura: 1 min

Daqui a 20 anos, os livros de História talvez não usem a palavra “golpe” para descrever o nosso segundo impeachment pós-1988. Mas não tenho dúvidas de que haverá consenso entre historiadores sérios sobre três pontos fundamentais: 1) O vice Michel Temer será classificado como traidor (eleito pelos votos de Dilma, mas tornou-se o principal articulador de sua queda);


2) O ex-presidenciável Aécio Neves será classificado como oportunista (derrotado por Dilma nas urnas, aliou-se a qualquer um que pudesse ajudar a derrubar Dilma no Congresso); 3) O então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, será classificado como principal promotor do processo (notório corrupto, que agiu motivado por razões pessoais em vingança ao PT, que não apoiou a sua defesa na Comissão de Ética).

Enfim, talvez os livros de História realmente não chamem de “golpe” o que vivemos hoje. Mas será sob termos pesados que Temer, “o traidor calculista”, Aécio, “o oportunista derrotado”, e Cunha, “o ladrão vingativo”, entrarão para os anais da História do Brasil.