08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Mortadela e maionese

Márcio M. Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

São ambas cheias de gordura trans e não combinam entre si, tanto quanto Bolsonaretes com petistas e seus satélites da esquerda festiva. A ilustração também é perfeita para entendermos a situação atual da política brasileira.


A desilusão da população com o PT e com a esquerda chamada “progressista” faz com que as pessoas se voltem para o oposto. O oposto do PT e a esquerda festiva é a direita intervencionista e se a esquerda endeusa Lula, a direita radical endeusa Bolsonaro.


Com certeza, Bolsonaro dá de 10 x 0 em Lula quando o quesito é imagem de honestidade, mas temos que considerar que ele não foi testado no Executivo ou em estatais e que a imagem do PT antes do poder também era de honestidade e Collor era o caçador de marajás.


Bolsonaro tem semelhanças com Dilma, ela defendendo só agora um plebiscito sem previsão legal e ele intervenção “constitucional” retórica das Forças Armadas, o que não tem respaldo na Constituição.


Ambos têm bombado nas redes sociais. Ela assassinando o vernáculo e fazendo odes à mandioca e armazenamento de vento e ele propondo coisas como fuzilar FHC ou ainda homenagear o responsável pelo centro de tortura, o cel. Brilhante Ulstra, que causou vergonha à gloriosa farda verde oliva que vestiu.


Aqueles que não conviveram com os anos de chumbo são induzidos por pessoas carismáticas como Bolsonaro e não sabem que jornais eram censurados, o Estadão publicava até na   primeira página Os Lusíadas, o JT dava receita de bolos para preencher as notícias censuradas, coisa que o PT tentou e nunca conseguiu, felizmente, fazer.


Além disto, se a grande maioria dos militares tinha e tem uma imagem de pessoas honestas, também é verdade que o general Golbery fazia inveja a José Dirceu no maquiavelismo de seus planos. Políticos como Maluf, José Sarney, Collor, Delfim Neto e muitos outros nasceram com os militares e foram tolerados por eles e foram escola para a roubalheira de agora.


Apenas a corrupção não era divulgada porque a imprensa não era livre, por isso se criou o dogma que foram perseguidos só terroristas e não pessoas de bem. Quando na verdade morreram jornalistas como Herzog, estudantes, trabalhadores e não só a esquerda armada. Foram também cassados inimigos políticos como Juscelino, Brizola, Arraes, Lacerda e muitos outros não ligados à UDN e aos militares.


Por todas estas razões e dito por alguém que viveu tanto os 24 anos de ditadura militar e o golpe de 64 e também os 13 anos catastróficos do PT e a esquerda no poder. Fora Dilma, Fora PT e Lula e seus satélites esquerdistas, mas milicos nunca mais.