| Alex Mita |
| Mulher foi encontrada no Parque Manchester; roupas, sapatilhas e cachimbo de crack foram localizados |
A Polícia Civil trabalha para desvendar as circunstâncias da morte de uma mulher, grávida de cinco meses, em Bauru. O corpo de Kelly Karina Ramos, 29 anos, foi encontrado na manhã dessa sexta-feira (26) em uma área de mata localizada nas imediações do cruzamento entre as ruas Felício Lanzara e Flávio Aredes Lopes, no Jardim Manchester, região do Tangarás.
De acordo com informações prestadas pela mãe da vítima à PM, Kelly era usuária de crack e trabalhava como garota de programa. Ela foi vista pela última vez há três dias, quando teria sido vítima de uma tentativa de estupro. Embora nenhum sinal de agressão tenha sido detectado, a hipótese de homicídio não está descartada. O boletim de ocorrência, contudo, foi registrado inicialmente como morte suspeita.
O corpo foi localizado por volta das 10h pelo guarda-parque (agente em meio ambiente) Sidnei Rocetti Junior, durante trabalho de fiscalização a entulhos jogados no local, que fica em uma área isolada, sem habitações. “A equipe estava tentando encontrar algum recibo ou nota fiscal com objetivo de identificar o autor do descarte. A gente costuma entrar na mata e foi quando me deparei com o corpo. Foi um baque”, contou.
Segundo o delegado Marcelo Firmino, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kelly estava seminua, totalmente despida da cintura para baixo, e com apenas um dos seios cobertos por um top e pelo sutiã que ela usava. Próximo ao corpo, havia um cachimbo usado para consumir crack e diversas embalagens de preservativo, além de uma calça jeans, um bracelete e um par de sapatilhas que, possivelmente, eram da vítima.
“Tudo indica que ela tenha mantido relação sexual no local, quando algo, que ainda desconhecemos, aconteceu. Mas a cena deixou evidente que ela estava com alguém”, pontua.
Arrastada
O delegado acredita que Kelly tenha morrido entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira. A mulher estava caída de lado e com o braço direito para trás. Na trilha, havia marcas que podem indicar tanto que a vítima tenha sido arrastada por alguém, quanto ela própria ter engatinhado pela terra, por um trecho de aproximadamente sete metros.
“Ainda não dá para saber se ela passou mal e tentou se arrastar para pedir ajuda ou se alguém tentou ajudá-la e, em algum momento, decidiu fugir. Mas não havia qualquer vestígio de ferimentos e as informações que poderão confirmar a hipótese de homicídio terão de ser dadas pelo legista”, frisa o delegado.
Moradora do Núcleo Geisel, Kelly não portava documentos e sua identidade só foi descoberta porque policiais a reconheceram por sua atuação como garota de programa no Ferradura Mirim. No bairro, localizaram sua mãe, que fez o reconhecimento formal. A confirmação, inclusive, se deu por meio das tatuagens que a jovem tinha: uma borboleta no tornozelo direito, um tribal com coração na região lombar e outro desenho na perna esquerda.
O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Bauru. Não há prazo definido para a divulgação do laudo que irá confirmar a causa da morte.