08 de julho de 2026
Polícia

Polícia fecha "laboratório" de cocaína

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Polícia Civil/Divulgação
Dise estourou na noite desta segunda-feira “laboratório” para preparação de cocaína, no Jardim Carolina, em Bauru
Entre os itens para “ampliar” droga foram apreendidos talco e acetona; prensa misturava tudo

Após 20 dias de investigações, a Polícia Civil identificou uma residência que funcionava como “laboratório” para preparação de cocaína, no Jardim Carolina, em Bauru. Três homens foram presos acusados de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Com auxílio de uma prensa hidráulica, os traficantes adicionavam diversos insumos ao entorpecente para ampliar a quantidade original em até quatro vezes. O trio foi flagrado no momento em que manuseava 1,6 quilos da droga, na quadra 4 da rua Noé Onofre Teixeira.  

A operação deflagrada pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) permitiu identificar a função de cada um dos integrantes no esquema criminoso. Luis Raphael Guedes da Silva, 25 anos, conhecido como “Kindim”, era o responsável por guardar as drogas.

Denis Franco, 32 anos, vulgo “Gordão”, era o chefe do grupo e atuava na distribuição do entorpecente a traficantes de menor potencial.  Já Allison Crescione Mariano, o “Gordinho”, 26 anos, tinha a atribuição de auxiliar na preparação e adulteração da droga.  

De acordo com o titular da Dise, Cledson Nascimento, o bando adquiria a cocaína pura e, depois, realizava o processo para ampliá-la.

“A droga apreendida está avaliada em  R$ 20 mil. Com a mistura dos insumos, eles conseguiam transformar 1 quilo em até 4 quilos de menor quantidade, cujo lucro seria em torno de R$ 16 mil por quilo (total de R$ 64 mil)”, enumera o delegado.

Talco e acetona

Segundo Nascimento, os policiais civis descobriram que Denis usaria um Audi A3 para distribuir a droga na noite desta segunda e seguiram o suspeito até a residência onde funcionava o “laboratório”.  

Lá, os três foram surpreendidos no momento em que manipulavam 1,6 quilos de cocaína pura, adicionando talco, acetona e outros insumos para expandir a quantidade original da droga. Inclusive, um tijolo da mistura já estava em uma prensa hidráulica encontrada no local.

As investigações apontaram ainda que Denis, o chefe da associação criminosa, já havia vendido um carregamento de cocaína nos últimos dias. Ele tem passagens por tráfico de drogas. Allison, além de tráfico, já respondeu por roubo. Luis Raphael era procurado da Justiça por não pagar pensão alimentícia.

Os três foram recolhidos ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru. A pena para quem utiliza ou possui maquinário ou objeto destinado à preparação de drogas varia de 3 a 10 anos de reclusão. O Audi A3 também foi apreendido.

Para avançar

O trabalho investigatório segue no sentido de tentar identificar os fornecedores da cocaína, destaca o delegado Cledson Nascimento. “Não adianta a gente focar só na venda no varejo e nas biqueiras se não identificarmos quem está abastecendo esses traficantes”, finaliza.