| Edilson Rodrigues/Agência Senado |
| Começou a fase de debates no Senado |
A fase de discussão dos senadores no julgamento da presidenta afastada Dilma Rousseff permaneceu até a madrugada desta quarta-feira (31). Até pouco antes das 17h30, 17 parlamentares já tinham falado sobre suas convicções sobre o crime de responsabilidade atribuído à presidenta. Como 66 senadores se inscreveram para discursar, 49 ainda devem subir à tribuna do plenário do Senado.
Cada um tem direito a falar por dez minutos ininterruptos e improrrogáveis. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, é que conduz os trabalhos.
O período de discussão pode ser ainda maior, porque a lista de inscrição permanece aberta e a qualquer momento os senadores podem pedir para acrescentar seus nomes.
Alguns senadores, como já era esperado, têm posição clara sobre o impeachment e declaram abertamente suas convicções. É o caso de Álvaro Dias (PV-PR), antigo opositor dos governos petistas, que disse ter a certeza de que a presidenta cometeu os crimes de responsabilidade dos quais é acusada.
“Crime de responsabilidade porque as pilastras básicas da Lei de Responsabilidade Fiscal foram violadas; porque houve uma afronta à Constituição do país e um atentado contra o Poder Legislativo”, afirmou o parlamentar em seu discurso.
Senadores aliados da presidenta afastada, como Lídice da Mata (PSB-BA), saíram em defesa de Dilma. Para Lídice, o julgamento faz parte de uma “farsa”. “O impeachment é apenas um instrumento para a consumação do golpe, para entregar o poder a partidos políticos e programas derrotados nas urnas”, afirmou.
Alguns senadores, no entanto, optaram por manter o voto ainda em suspense, como Acir Gurgacz (PDT-RO), que optou por falar sobre as necessidades do país e evitou declarar como votará. “Os empréstimos dos bancos públicos e a edição de créditos suplementares, alternativas contábeis usadas pelo governo para fechar as contas de 2015, que são as questões que fundamentam este processo, são importantes e deveriam ser a base desse julgamento, mas se tornaram secundárias, na medida em que o processo se tornou mais político que jurídico”, disse.
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