10 de julho de 2026
Nacional

Quatro são presos em SP durante atos contra impeachment

Priscila Mengue, Luciana Amaral, Valmar Hupsel Filho e Lucas Azevedo, especial para AE
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 Quatro pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (30), em São Paulo durante protestos contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Em uma ação coordenada, manifestantes atearam fogo em pneus fechando o trânsito em importantes vias da cidade, como as Marginais do Pinheiros e do Tietê, além das Rodovias Raposo Tavares e Régis Bittencourt. Também foram registrados atos em Fortaleza e Porto Alegre.

Os quatro manifestantes foram presos em flagrante por dano qualificado, desobediência, resistência e incêndio. Três deles foram encaminhados ao 11.º DP e um ao 13.º DP e estão à disposição da Justiça.

Outros pontos da cidade também foram fechados pelos manifestantes, como a Ponte Eusébio Matoso, a Radial Leste e as proximidades das Avenidas Jacú Pêssego, Nove de Julho e Francisco Morato. O tráfego nestas regiões só foi normalizado no fim da manhã.

Os manifestantes escreverem "Fora Temer" e "Não vai ter golpe" no asfalto e criaram barricadas. As ações tiveram liderança de grupos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que publicou imagens dos atos nas redes sociais. Em nota, a entidade afirmou que as ações são "expressão da resistência contra o golpe em curso no Brasil", que fere a "soberania do voto popular e os direitos sociais".

Os protestos da manhã desta terça ocorreram na sequência do que foi realizado na noite de segunda-feira, na Avenida Paulista, logo após o pronunciamento de Dilma no Senado, no qual a presidente afastada defendeu sua inocência e afirmou ser vítima de um golpe para apeá-la do poder. Estes atos foram organizados pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, que congregam dezenas de entidades ligadas aos movimentos sociais, principal base pró-Dilma nas ruas.

Reação

De acordo com Raimundo Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares, os atos foram organizados de última hora. "É uma reação à repressão promovida pela Polícia Militar", disse. Segundo Bonfim, caso Dilma seja afastada definitivamente, novos atos vão ser organizados. O primeiro deles deverá ocorrer no dia 7 de setembro na Avenida Paulista. "Se Dilma for afastada é natural que ela descanse uns dias, mas nós não sairemos das ruas contra esse projeto que significa diminuição de direitos."