| Malavolta Jr./JC Imagens |
| Ricieri com a esposa Dirce Teixeira Trevisan em 21 de junho de 2014 durante reinauguração de pavilhão com seu nome |
| Fotos: Alex Mita |
| Maria Cristina, filha: “Sempre enxergou bondade nas pessoas” |
| Henrique, neto: “Tinha carinho muito grande pelos familiares” |
Ricieri Trevisan dedicou praticamente a vida toda ao trabalho voluntário. Professor, técnico em contabilidade e advogado, teve papel de destaque em vários setores da cidade e até ganhou título de cidadão bauruense, no início deste ano. Inclusive, participou do primeiro churrasco vicentino, em 1952, e por mais de 50 anos organizou essa tradicional festa.
Na segunda à noite, porém, Ricieri deu adeus às atividades solidárias: foi vítima de um problema renal que se agravou e morreu aos 91 anos, no Hospital Beneficência Portuguesa. Ele deixa a esposa Dirce Teixeira Trevisan; os filhos Maria Aparecida, Maria Tereza, Maria Cristina e Rogério; os netos Mônica, César, Denise, Vinicius, Guilherme, Henrique e Arthur; além dos bisnetos Mariana e Arthur.
Nascido em Jaguariúna, Ricieri começou a trabalhar muito cedo como aprendiz de lustrador em uma fábrica de móveis. Foi professor de contabilidade por 16 anos no Senac Bauru e atuou na Estrada de Ferro Noroeste do Brasil de 1946 a 1980, onde exerceu vários cargos, se aposentando como diretor do Centro de Formação Profissional da instituição, em 1980.
Foi presidente
Aposentado, ganhou mais tempo para se dedicar à sua grande paixão: a Vila Vicentina, cuja diretoria o homenageou, recentemente, batizando um dos pavilhões de “Aconchego Ricieri Trevisan”. Ele presidiu a entidade de 1969 a 1979.
Com a família, era zeloso e atencioso. “Extremamente firme quando o assunto era a educação dos filhos. Sempre enxergou bondade nas pessoas”, define a filha Maria Cristina. O neto Henrique, 22 anos, lembra que o avó prezava pela união. “Ele tinha um carinho muito grande pelos familiares e queria todos juntos”, lembra, emocionado.
Era dedicado
Atual presidente da Vila Vicentina, José Roberto Pires Machado contou que Ricieri esteve há 50 dias na entidade. “Ele apresentou vários projetos, pois era muito dedicado à causa”, lembra Pires, com tom nostálgico.
Ricieri foi sepultado nessa terça-feira (30), às 16h, no Cemitério São Benedito, em Bauru.