| Alex Mita |
| Ato reuniu servidores do Iamspe, no Centro de Bauru |
Servidores do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) realizaram, nessa quinta-feira (1), protesto em frente à sede do instituto, na quadra 3 da rua Azarias Leite, Centro. O ato pede mais autonomia ao órgão, transformando-o em autarquia em regime especial. A categoria destacou ainda a falta de recursos. O Iamspe, contudo, rebate as críticas.
De acordo com a presidente da Comissão Consultiva Mista (CCM) do Iamspe em Bauru e região, Idenilde de Almeida Conceição, o governo não tem arcado com sua contrapartida no financiamento do convênio de saúde e, inclusive, tal solicitação não está contemplada em projeto de lei que será votado na Assembleia Legislativa, neste mês.
Segundo ela, isso quer dizer que o instituto, responsável pelo atendimento médico aos servidores públicos estaduais, dependentes e agregados, tem sido sustentado basicamente com recursos provenientes da contribuição de 2% sobre o salário dos funcionários, o que representa cerca de R$ 800 milhões ao ano.
“No projeto, o Estado nem sequer cita que fará a contrapartida de 2%. Consta, entretanto, a transformação do instituto em autarquia, mas sem nos dar autonomia nas decisões”, critica Idenilde.
Parte do orçamento do Iamspe é destinado à manutenção de um hospital na Capital, enquanto outra fatia da verba é liberada a centros de assistência médica ambulatorial espalhadas pelas principais cidades do Interior, além de centenas de convênios com hospitais, clínicas e laboratórios credenciados e o pagamento de toda a folha de pagamento.
AUMENTO DO ‘TETO’
O Hospital Beneficência Portuguesa de Bauru, conveniado com o Iamspe, negocia o aumento do teto para atendimento dos pacientes, cujo valor atual é de R$ 800 mil ao mês e não pode ser ultrapassado. Alguns pacientes procuraram o JC para reclamar que não conseguem mais marcar cirurgias eletivas.
Administrador da unidade, Adriano Savio explica que a demanda aumentou bastante nos últimos dois meses. “Creio que por causa da disparada dos casos de H1N1. Registramos muitas internações de pessoas com suspeita da doença. Por isso, estamos negociando o aumento do teto. O ideal seria de R$ 1,2 milhão ao mês”, aponta.
Outro lado
Em nota, o Iamspe esclarece que disponibiliza a seus usuários, na região de Bauru, oito hospitais credenciados, 56 clínicas médicas em diferentes especialidades, quatro laboratórios para exames de apoio diagnóstico e duas policlínicas, além do Ceama Bauru.
“Em todo o Estado, o instituto disponibiliza mais de 100 hospitais e 140 serviços laboratoriais e de imagem em 173 municípios, além do Hospital do Servidor Público Estadual, na capital paulista, e os 17 postos de atendimento próprios no interior, os Ceamas (Centros de Assistência Médico-Ambulatorial)”.
O Iamspe ainda afirma que está em tratativas com o Hospital Beneficência Portuguesa de Bauru para agilizar a realização de cirurgias eletivas (não-urgentes). “O projeto da nova lei do Iamspe, que transforma o instituto em autarquia especial, visa aprimorar o atendimento aos usuários e também irá proporcionar a efetiva participação dos servidores na gestão do instituto, uma vez que eles integrarão o Conselho de Administração do Iamspe, que será a instância máxima decisória da instituição”, argumenta o órgão.
O Iamspe ainda informa que o Governo do Estado de São Paulo contribui de forma expressiva e contundente com a instituição, por meio de repasses financeiros anuais. “Desde 2008, o governo paulista injetou no Iamspe nada menos do que R$ 1,36 bilhão. Isso permitiu ao Instituto multiplicar em 25 vezes a sua rede de atendimento”.