O mais recente estudo sobre o nível de infestação por larvas do mosquito Aedes aegypti, que deve ser divulgado nesta sexta-feira (2) pela prefeitura, trouxe uma boa notícia para Bauru. O índice predial médio registrado em agosto foi de 0,6%, abaixo do limite preconizado pelo Ministério da Saúde, que é de 1%. Significa dizer que, a cada 500 imóveis visitados, apenas três apresentaram focos de reprodução do mosquito, que transmite dengue, zika vírus, febre chikungunya e febre amarela. Diretor da Divisão de Vigilância Ambiental do Departamento de Saúde Coletiva da Secretaria de Saúde, Daniel Godoy Tarcinalli salienta, contudo, que o resultado apresenta apenas o retrato de um momento e que, por este motivo, as medidas de combate ao Aedes não podem ser interrompidas.
Segundo Tarcinalli, em julho do ano passado, o resultado da Avaliação de Densidade Larvária (ADL) havia sido de 3,3%, índice considerado de alerta. Em agosto de 2016, o desempenho da cidade foi significativamente melhor. Do total de 5.594 imóveis visitados pelas equipes, em apenas 38 foram identificadas larvas do mosquito. “A maioria estava em locais cobertos, ou seja, em recipientes em que o próprio morador deixou acumular água, como pratos de plantas, ralos e gavetas de geladeira”, enumera Tarcinalli. Entre os bairros que apresentaram piores resultados, com índice acima do tolerável, está a região que engloba a Vila Independência, Vila São Francisco, Jardim Terra Branca, Jardim Eugênia, Vila Santista, Vila Serrão e Jardim Solange. Nesta área, o patamar de infestação foi 1,6%, próximo aos 1,2% registrados pela região onde fica a Vila Antártica, Higienópolis, Jardim Brasil, Vila Universitária e Jardim Panorama.
Bom resultado
Já no Centro da cidade e em bairros periféricos como a Pousada da Esperança 1 e 2, Fortunato Rocha Lima e Parque Jaraguá, por exemplo, o nível de proliferação larvária foi zero ou próximo de zero. “Fizemos um trabalho mais intenso, com visitas para orientação e eliminação de criadouros, na região central e em bairros onde, historicamente, há um número maior de casos de dengue. Isso nos deu um resultado muito bom”, pondera, salientando que a alta incidência de focos em alguns condomínios residenciais da cidade, no ano passado, também foi solucionada.
Tarcinalli lembra, contudo, que o levantamento foi realizado em época de seca, o que naturalmente contribui para que a infestação de larvas do Aedes seja baixa. Ainda que agosto tenha chovido acima da média dos últimos anos em Bauru, ele destaca que a tendência é de que os índices aumentem com a aproximação do verão e a frequência maior de precipitações.
“A Divisão de Vigilância Ambiental continuará seu trabalho, intensificado de setembro até o final do ano com o objetivo de manter estes índices baixos. Mas a população também precisa colaborar. O controle dentro de casa não pode ter descanso”, alerta. Até o momento, o município totaliza 1.348 casos de dengue em 2016, sendo 1.315 autóctones, 33 importados e um óbito. No ano passado, foram contabilizados 8.543 casos da doença, com seis óbitos.