09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Dólar e Bolsa têm leve alta com cautela nos cenários externo e interno


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Apesar da alta forte do petróleo no mercado internacional, que normalmente impulsiona os mercados emergentes, como o brasileiro, o dólar fechou com leve ganho frente ao real nesta quinta-feira (8). Já o Ibovespa, que passou boa parte do pregão em baixa, inverteu o sinal e fechou no terreno positivo, ajudado pelo avanço das ações da Petrobras. 

O tom negativo dominou os negócios nos mercados financeiros depois que o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, contrariou as expectativas de investidores e disse que a autoridade monetária não discutiu uma extensão de seu programa de compra de ativos, que vai até março. Draghi minimizou a necessidade de novas medidas para estimular a economia europeia. 

As declarações desencadearam uma onda de aversão ao risco, que fez o euro e o dólar subirem. Outro dado que impulsionou a moeda foram os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, que caíram mais que o esperado na semana passada e atingiram o menor nível em sete semanas. 

"Qualquer dado sobre a economia americana mexe com os mercados, já que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) disse que olhará esses indicadores para decidir se aumentará os juros", afirma Rafael Ohmachi, analista da Guide Investimentos. 

No entanto, a maioria das apostas é de que essa elevação só ocorra em dezembro, justamente por causa de indicadores mistos sobre a economia americana. 

No campo doméstico, o anúncio de que o presidente Michel Temer enviará a proposta de reforma da Previdência ao Congresso agradou aos investidores. "Entretanto, há ainda um clima de cautela, também por causa do processo de cassação do deputado afastado Eduardo

Cunha", afirma José Faria Júnior, diretor-técnico da Wagner Investimentos. "Os investidores temem que Cunha faça uma delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato e atinja Temer ou pessoas próximas a ele", acrescenta.