| PM/Divulgação |
| Boné e mochila ajudaram polícia a identificar autor do assassinato ocorrido em julho deste ano |
Conhecido nas ruas de Bauru por “Mancha”, Rafael Amarante de Oliveira, 24 anos, foi preso no sábado (10), acusado de estar envolvido na morte de André Luiz Marques da Silva, 41 anos, cujo corpo foi encontrado na Praça Washington Luiz, Centro – em frente o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em julho deste ano.
Na ocasião, a vítima foi localizada com afundamento de crânio e nu da cintura para baixo. Próximo ao corpo, havia um bloco de concreto, que teria sido utilizado no crime. Na época, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Polícia Civil teve acesso a imagens de câmeras de monitoramento das imediações, nas quais constam os suspeitos de terem praticado o crime, informa o delegado Marcelo Firmino.
Todos os envolvidos, porém, vivem nas ruas de Bauru e não foram mais localizados. Durante as diligências, a polícia soube que o assassinato teria sido provocado porque André Luiz Marques da Silva teria tentado abusar uma mulher que, na ocasião, era namorada de “Mancha”. Revoltado, ele e mais dois teriam se juntado para ‘cobrar a bronca’ de André. As agressões resultaram em morte.
Buscas
Os quatro envolvidos no episódio circulam pela praça, cujo patrulhamento é responsabilidade da Base Norte da Polícia Militar. “Comecei a perguntar sobre eles para todos. Ontem (sábado), encontrei a moça no Jardim Bela Vista. Com ela, não foi encontrado nada de ilícito, mas ao questioná-la sobre o homicídio, contou que não estava mais com “Mancha””, comenta o cabo Washington Antonio Alves.
A mulher, porém, reiterou que seu ex e outros dois homens estariam envolvidos no homicídio. Ainda informou a região onde “Mancha” poderia ser encontrado. De fato, ele foi localizado no portal da Quinta da Bela Olinda, acrescenta o cabo Washington. Levado à Central de Polícia Judiciária (CPJ), “Mancha” confirmou sua participação, mas alegou ser de menor importância, informa o delegado.
O acusado disse ter desferido socos na vítima, mas negou tê-lo atingido com a pedra. Implicou ainda outros dois homens como algozes da vítima. Sendo assim, o delegado Marcelo Firmino requereu à Justiça a prisão temporário por 30 dias. A solicitação foi concedida. Um novo boletim de captura de procurado foi elaborado. Segundo a PM, natural de Arealva, “Mancha” estava em Bauru há quatro meses O detido já tinha passagem por extorsão e furtos, ainda segundo a corporação.