11 de julho de 2026
Política

Câmara quer responsabilizar por atrasos nas obras da Estação de Tratamento de Esgoto

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Repercutiu na sessão legislativa desta segunda-feira o aumento no preço das obras de Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), revelado na semana passada pelo Jornal da Cidade.

Vereadores disseram estar dispostos a apontar responsáveis. O contrato tinha inicialmente valor de R$ 129,2 milhões. Um aditivo e um reajuste, contudo, já majoraram o montante em R$ 9,7 milhões. Se já não bastasse isso, agora, tramita pelo jurídico da Prefeitura de Bauru novo pedido da empresa COM Engenharia, que pode majorar o preço da obra em mais R$ 10 milhões. Reação Durante a sessão de ontem, vereadores criticaram o aumento no preço das obras da ETE Contratualmente, em maio do ano que vem, a construtora tem direito a reivindicar novo reajuste de preço, sem contar eventuais aditivos motivados por erros no projeto executivo da ETE, contratado pelo DAE por R$ 1,9 milhão junto à Etep, hoje incorporada pela multinacional Arcadis Logos. Todo o valor acrescido ao inicial terá de ser pago pelo Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE), que acumula mais de R$ 130 milhões. A maior parte da obra, contudo, deve ser paga com os R$ 118 milhões a fundo perdido compromissados pela União em favor do município.

CRÍTICAS

Presidente da Câmara Municipal, Lima Júnior (PSDB) criticou o teor do contrato. “Concedeu direito a reajuste a contar da abertura de licitação, ou seja, sem a construtora ter colocado um centavo sequer no canteiro de obras”. O tucano reiterou que já cobrou informações e esclarecimentos da Prefeitura após as revelações do JC e disse que, até hoje, não recebeu o cronograma físico-financeiro da obra, solicitado por ele em audiência pública.

‘MALANDRAGEM’

“Não mandaram [o cronograma] porque tem malandragem. Se a Câmara não tomar providências, o Ministério Público tomará”, disparou Lima. José Roberto Segalla (DEM) assegurou que essas previsões de reajuste são comuns em obras de engenharia. “A questão é descobrir: por que a obra atrasou? A empresa pode ter atraso para ampliar seu lucro? Temos que apurar. Se for o caso, por uma Comissão Especial de Inquérito”, pontuou.

SUSPENSÃO

Moisés Rossi (PR) foi outro parlamentar que criticou a situação. Ele defendeu a suspensão do contrato com a Com Engenharia. “Se o dinheiro do governo federal não chegar, vamos ficar sem o dinheiro do Fundo de Tratamento e sem a estação”. Paulo Eduardo de Souza (PSB) e Markinho da Diversidade (PP) também criticaram a condução do processo