10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Constatação interessante no cenário político bauruense

Fellype Borges, líder político, e Mario Henrique Prado, advogado
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Sabemos que a democracia tem e deve ser observada. Sabemos ainda que a função de vereador exige do candidato uma série de competências, pessoais e intelectuais, para que se possa realizar debates mais profundos em prol da sociedade. Efetuando uma pesquisa numa matéria veiculada pelo principal jornal local, constatamos que dos 313 postulantes ao legislativo, 55 (cinquenta e cinco) candidatos possuem apenas o ensino fundamental e 14 (quatorze) não terminaram o ensino médio.


Achamos esses dados pertinentes, pois devemos nos preocupar com a qualidade de raciocínio daqueles que nos representarão, pois eles irão criar leis, fiscalizar toda ordem de assuntos. O baixo grau de instrução pode ser algo que traga grande prejuízo à nossa cidade - não que seja presunção absoluta de que a falta de instrução não permita o escorreito entendimento das questões atinentes à coisa pública, mas também sabemos que o trabalho na vida pública é desafiante mesmo aos mais preparados.


Sem contar os candidatos (essa pesquisa não fizemos) que até têm formação acadêmica, mas não possuem a formação política e só estão se candidatando por puro fisiologismo, pois muitos destes nem sabem a função do vereador. Pessoas que têm comércios (bares, cabeleireiros, lojas, igrejas - sim, temos religiosos que não conseguem enxergar além dos muros de seus templos - restaurantes e afins) “entrando” para o mundo político só para fazer crescer seus negócios.


Vos perguntamos, bauruenses (e não bauruenses também, pois esse problema com certeza não é só local): qual é a opinião de vocês referente a isso?