10 de julho de 2026
Política

Alvaro Dias defende auditoria da dívida pública brasileira

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Alex Mita
Senador Alvaro Dias esteve ontem com Raul Gonçalves Paula

O Orçamento da União, elaborado pelo governo federal, destina 42,43% somente para pagamento de juros da dívida pública, uma diferença absurda quando comparada com o que é gasto com setores essenciais como educação (3,91%) e saúde (4,14%). A crítica é feita pelo senador Alvaro Dias (PV-PR), que esteve nessa quinta-feira (15) em Bauru para apoiar o candidato Raul Gonçalves Paula (PV).

O senador defende a instalação de uma auditoria para investigar desde a origem do endividamento até os questionamentos que seguem sem respostas. “Primeiro, temos que saber a quem devemos, por que devemos e por que pagamos tanto de juros e serviços”, destaca.

Segundo o senador, a dívida pública brasileira alcança hoje mais de R$ 3,9 trilhões e a estimativa é que o governo gaste, em 2016, R$ 1,338 trilhão somente para o pagamento de juros e serviços, o que representa “quase metade do que o País arrecada em impostos”. “No ano passado, gastou-se 42% com juros, ou seja, 10 vezes mais do que foi destinado para saúde e educação”, compara.

Panorama

Em declaração à imprensa há cerca de dois meses, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o problema da despesa pública no Brasil é estrutural, em razão dos gastos obrigatórios definidos na Constituição de 1988  (casos de saúde e educação). “Ou mudamos a Constituição, ou não resolvemos a dívida da União”, argumentou, à época.

Alvaro Dias rebate, entretanto, que Meirelles não apresentou nenhuma proposta de alteração da Constituição e nem de resolução do problema da dívida. “Eu já tentei pedir informações, inúmeras vezes, e o panorama que o governo nos passa não é completo”, critica.

“Se não encontrarmos um caminho para revolver a questão do endividamento, não será possível combater o retrocesso que há na educação e na saúde brasileira, porque os recursos inexistem”, alerta o senador, destacando que o Tribunal de Contas da União (TCU) estaria empenhado em ações visando a dívida pública.