MAIOR CLÁSSICO PAULISTA
O técnico do Palmeiras (Lima Duarte) notou o xaveco do craque do time com uma mulher (Marisa Orth) que estava no mesmo hotel da concentração do Verdão para um duelo decisivo. Preocupado com uma eventual supernoitada do pupilo, o comandante chegou até a Maria Chuteira e disse: “Você não sabe o que é um Palmeiras x Corinthians”. A clássica frase do filme “Boleiros”, que eu já assisti umas quatro vezes, reflete bem a importância do confronto de hoje no Itaquerão. O líder Palmeiras e o 5º colocado Corinthians fazem esta tarde, o jogo de maior apelo da 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. É o clássico paulista de maior rivalidade. É mais do que um jogo de futebol, uma história à parte dentro de qualquer campeonato. O Alviverde está melhor do que do Alvinegro mas não há favorito e até arrisco um palpite: 2 a 2. Com isso o Palmeiras perderia a liderança, desde que o Flamengo vença o Figueirense amanhã. Clásssico da rivalidade, de torcida única e de vital importância.
OPOSTOS
Apesar do Palmeiras não contar com Vitor Hugo e Gabriel Jesus, Cuca está tranquilo, porque tem boas opções e seu time vem brilhando. O Corinthians também joga sem dois titulares – Fágner e Uendel – mas a situação de Cristóvão Borges é diferente do colega Cuca. Só com duas vitórias nos oito últimos jogos, o sempre criticado técnico alvinegro está pressionado.
EMBALOU?
Ao que parece o São Paulo começa a esboçar uma reação. Depois do Figueirense, venceu o Cruzeiro e novamente no Morumbi, aliviando mais a barra que andava pesada. Talvez seja o efeito Marco Aurélio Cunha, que assumiu o cargo de dirigente-chefe do futebol. Se o Tricolor não perder para o Atlético-PR amanhã, podemos dizer que embalou. A meta é não ser rebaixado
‘LEI DO EX’
Se o Internacional ia mal com Argel Fucks, piorou com Celso Roth. Na estréia de Argel, o Vitória venceu em pleno Beira-Rio, deixou o Z4 e colocou o Colorado em seu lugar.
AGONIA
Único campeão invicto, Inter é o antepenúltimo com a derrota para o Vitoria, e corre o risco de ser rebaixado pela primeira vez, apesar de ter um time bem qualificado no papel. Seu terceiro e último título do Brasileirão foi em 1979 (ler memória).
COMPLICOU
Na Davis, Thomaz Belucci e Thiago Monteiro perderam e o Brasil se complicou na luta pela volta à elite do tênis mundial. Se a Bélgica vencer hoje na dupla, liquida a fatura.
INDIFERENÇA
Como já afirmei, o futebol olímpico é tratado com indiferença pelos gigantes, muito mais ligados em Copa do Mundo, Eurocopa, Champions League, Copa América, Libertadores e com os campeonatos estaduais de seus continentes. Segundo o Estadão.com a Fifa quer reavaliar o torneio de futebol das Olimpíadas, alegando que conta com jogadores de pouca expressão e o calendário internacional está congestionado. Acho que o futebol sai dos Jogos e sou favorável.
MEMÓRIA
Final do Brasileirão de 1979: Internacional 2 x 1 Vasco, no Beira-Rio, gols de Jair e Falcão. Wilsinho para o Vasco. Árbitro: José Favilli Neto. Inter: Benitez; João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Batista, Falcão e Jair; Valdomiro (Chico Spina), Bira e Mário Sérgio. Técnico: Ênio Andrade. Vasco: Leão; Orlando, Ivan, Gaúcho e Paulo César; Zé Mário, Paulo Roberto (Xaxá) e Paulinho (Zandonaide); Catinha, Roberto Dinamite e Wilsinho. Técnico: Oto Glória.
AQUELE ABRAÇO
Aquele abraço amigo Luiz Carlos Martins, técnico rei do acesso