| Malavolta Jr. |
| Segundo Nico, processo para locação já está na “reta final” |
Entre junho e julho, os bauruenses perderam as contas que quantas vezes a coleta de lixo domiciliar foi interrompida devido a quebras de caminhões da Emdurb. Agora, a empresa promete resolver o problema definitivamente com a locação de três veículos para ampliar sua retaguarda, que ainda tem sido insuficiente para cobrir a demanda principalmente em dias subsequentes a feriados. A expectativa é que eles comecem a operar já em outubro.
Segundo o presidente da Emdurb, Nico Mondelli, o serviço de coleta funcionou plenamente ao longo de agosto e só teve falhas em alguns setores da cidade após o 7 de Setembro. “Em feriados, o volume de lixo aumenta e o caminhão passa a rodar mais pesado, podendo ocasionar mais quebras. Isso gerou consequências na quinta, sexta e sábado retrasados, mas, no domingo, já estava tudo normalizado”.
Ele diz que a regularização da coleta a partir de agosto foi possível devido a ajustes instituídos nos horários de trabalho dos servidores, incluindo aqueles que atuam na oficina. “Conseguimos uma organização maior para reduzir o tempo de coleta e aumentar o tempo disponível para manutenção preventiva, o que refletiu, consequentemente, em menos quebras”, afirma, salientando que não houve necessidade de ampliação de horas extras dentro deste rearranjo.
Dos 21 caminhões de coleta, normalmente, três a quatro ficam parados por dia, em manutenção. Acima de seis, segundo Mondelli, alguns setores da cidade já ficam descobertos. “No último feriado, foram oito”, revela.
Previsão
Para evitar que o problema se repita, a Emdurb irá locar três caminhões para ampliar sua reserva de veículos. A licitação, por meio de ata de registro de preços, já está em fase de análise de documentação na gerência jurídica da Emdurb.
“Estamos aguardando uma documentação pendente da primeira colocada e, caso ela não envie dentro do prazo, chamaremos a segunda. Estamos na reta final dos trâmites do processo e esperamos ter condições de colocar os caminhões na rua no início de outubro”, adianta.
O contrato terá vigência de um ano, com valor mensal de R$ 10.490,00 (cota reservada) e R$ 12.500,00 (cota principal) por caminhão, sem incluir combustível e mão de obra para operar o veículo. Mondelli diz que a empresa terá recursos para locação, visto que os custos com manutenção de caminhões será reduzido. “Uma coisa deve compensar a outra”, diz.
A Emdurb também espera receber da Polícia Federal a doação de outro caminhão, que deve ter capacidade 40% maior do que os utilizados atualmente para coleta. A empresa aguarda, contudo, a regularização da documentação do veículo, que não tem previsão para começar a operar.
Aditivo
Conforme o JC já publicou, a Emdurb alega que a quebra de caminhões se tornou mais recorrente a partir de junho porque foi neste mês que os resíduos sólidos da cidade passaram a ser destinados ao aterro privado de Piratininga. Também em razão da mudança, a empresa alega que o serviço ficou mais caro. Por este motivo, protocolou pedido junto à prefeitura para majorar em 18% o valor pago pelo município para a realização da coleta e aguarda manifestação do Executivo. Segundo Nico Mondelli, a Emdurb recebe hoje cerca de R$ 135,00 por cada tonelada de lixo recolhida, valor que não cobre mais as despesas da empresa pública para executar o serviço.