08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Ser criança

Jeferson Rodolfo Cristianini
| Tempo de leitura: 2 min

As crianças roubam nossa atenção. As crianças aonde chegam se tornam o centro das atenções, mas no fundo as crianças só querem brincar e ser felizes. As crianças gostam de chamar a atenção, mas não disputam espaço por poder, ganância e status. As crianças querem brincar e ser felizes, já os adultos gostam de posições e poder. Jesus se deparou com essa realidade.

Os seus discípulos, que andavam com Ele, estavam discutindo sobre quem "era o maior no reino dos céus", típica pauta de pessoas adultas desprovidas de uma espiritualidade sadia. Quem anda com Jesus sabe que no reino de Deus não há pódios e não há, ou não deveria existir, disputa para saber quem é o nº1.

O maior no Reino de Deus é Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e ao nome dEle todo língua confessará e todo joelho se dobrará para a Glória do Deus pai. Jesus é adorado pela obra redentora na cruz e ressurreição. Jesus é o Top. O nº 1. O primeiro. Aquele que tem a primazia.

Os discípulos não entenderam isso, e ficaram discutindo uma pauta de adultos que nada tem a ver com o Reino dos céus. Jesus para realinhar os propósitos de seus discípulos, para não perde-los, chamou uma criança, colocou-a no meio, lugar de destaque e disse: "Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus" (cf Mt 18:1 a 4).

Jesus propõe uma espiritualidade não infantil, mas sincera. Uma proposta de humildade e não por disputa de poder. Uma proposta de relacionamento, pois criança gosta de brincar e se relacionar.

Na espiritualidade cristã aprendemos a deixar o leitinho, e a nos alimentarmos de coisas mais sólidas, a não sermos crianças levados por todo vento de doutrina, a deixarmos as coisas de menino, no entanto, a espiritualidade cristã nos ensina a crescermos sem perdermos a pureza, a sensibilidade e a sinceridade da vida infantil.

Os adultos pensam que sabem tudo. As crianças só querem aprender. Os adultos querem dialogar, discutir, propor. Já as crianças aprendem e guardam o que aprenderam.

Os adultos não se contentam com nada. Já as crianças gostam mesmo é de viver brincando com gratidão pelo que receberam. Voltemos a ser criança para desfrutarmos da felicidade da presença do Pai e para nos alegrarmos com o maior presente que recebemos: a salvação da nossa alma.