09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A juventude drogada e a cultura do "mais um"

Felipe Borges
| Tempo de leitura: 2 min

Domingo à noite. O mais importante cartão postal de Bauru recebe várias famílias à procura de uma distração. Muita gente. Muitas crianças. Todos, inclusive eu, jogando o jogo de maior sucesso atualmente. Todos lá, procurando alguma diversão.

Isso é ótimo. O jogo, mesmo que sem querer, acabou levando mais as pessoas a visitar o Vitória Régia. Perceber como a população cuida da área. E, até mesmo, afastou aquelas pessoas que iam lá para se drogar. Mas nem todos. Três jovens compartilhando um “baseado”. Ora, os conservadores dirão que é errado se drogar. Os liberais dirão que é normal e que cada um escolhe o que quer.

Se é errado ou não, não é o ponto que quero abordar. O fato é que essas três pessoas estavam em um lugar público, se drogando. Ninguém pode impedir isso. O local é público. As pessoas utilizam-no da forma que lhes for mais apropriada. A questão é que de onde eles estavam – no meio do público – o cheiro que o cigarro de maconha exalava se espalhava com o vento. E ali havia crianças, com seus pais, brincando. Essas crianças estavam ali para se divertir e tiveram que sair de onde estavam para se afastar do cheiro. Elas não são obrigadas a aturar, tão cedo, uma situação dessas.

Os três jovens estavam lá também para se divertir. Mas não pensaram nas pessoas ao seu redor. Não tiveram o bom senso e a educação de imaginar que poderiam incomodar as pessoas que estavam ali. Não pensaram nas crianças que estavam ali.

Como se já não fosse o suficiente, quando acabaram, jogaram o “baseado” no chão. Assim, como se não fosse nada. Ali, na terra mesmo, já havia muitos outros artigos descartados por outras pessoas. O cigarro seria só mais um. E de “só mais um” em “só mais um”, o chão do lugar que é símbolo da cidade está cheio de lixo.

Que se diga: há várias lixeiras por perto. Contei três, pelo menos. O que falta é a educação mesmo. Tantos jovens crescendo com opiniões políticas tão fortes, mas tantos outros com uma falta de educação e preocupação com o próximo que marcam.  

E, para finalizar, após esses dois deslizes, foram embora. Deixando sua latinha de cerveja no chão também. Como se fosse para marcar o lugar de onde vinha o cheiro da maconha, da completa falta de bom senso e de educação.