09 de julho de 2026
Regional

Santa Casa de Jaú reclama de demanda regional

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

A Santa Casa de Jaú (47 quilômetros de Bauru) atribui parte da culpa pelo seu desequilíbrio econômico-financeiro à sobrecarga de pacientes da região que são atendidos diariamente no Pronto-Socorro (PS). Além disso, de acordo com a entidade, a diferença entre internações pactuadas e efetivamente realizadas de janeiro a agosto deste ano por 12 cidades da microrregião de Jaú chegou a 1.254, o que representa 19% do total de internações.

Um relatório divulgado nesta semana pela Mesa Administrativa do hospital revelou que, em média, 350 pacientes passam diariamente pelos Prontos-Socorros adulto e infantil. O número inclui as pessoas que procuram espontaneamente a Santa Casa em busca de atendimento de urgência e emergência e as que são levadas de ambulância até lá.

Apenas duas cidades (Boraceia e Itapuí), segundo a entidade, cumpriram o limite de internações pactuado com o Sistema Único de Saúde (SUS). Em outras cinco (Bariri, Brotas, Dois Córregos, Igaraçu do Tietê e Torrinha), as internações ultrapassaram o dobro do previsto. Nas demais, o número de procedimentos também ficou além do estabelecido.

De acordo com a Santa Casa, a média de atendimentos prestados hoje pelo SUS é de 77%, bem acima do mínimo de 60% exigido pelo Ministério da Saúde, o que não cobre os seus custos. “O SUS remunera em torno de 60% do custo real, ficando os outros 40% para o hospital pagar”, reclama.

Outros fatores apontados pelo hospital como causadores do desequilíbrio nas contas são os elevados reajustes em todos os setores de produção e insumos, a folha salarial dos colaboradores e o alto custo com o pagamento do Corpo Clínico. Segundo a diretoria, o programa Santas Casas SUStentáveis, criado pela Secretaria Estadual da Saúde, vem contribuindo para amenizar o déficit causado pela tabela SUS.

“A diretoria da entidade, por intermédio da DRS-VI (Departamento Regional de Saúde VI) de Bauru, está propondo um agendamento de uma reunião com a Secretaria da Saúde do governo do Estado de São Paulo para expor a realidade do hospital no âmbito regional”, informa.

Em breve, a Santa Casa também deve agendar encontro com os membros da Irmandade para posicioná-los sobre a saúde no Brasil, principalmente a regional, e sobre estudos que tratam da possibilidade de repassar ao Estado, por intermédio da Secretaria Estadual de Saúde, a gestão do hospital.