Sonho um sonho que já vivi, e vivo um sonho que não sonhei. Poesia? Metáforas? Paradoxo? Realidade. Tudo que sonhei, vivi, e tudo que vivi foi como um sonho... quase.
Árvore, filhos, livro... Livro? ... quase.
Amei... E, como amei, me entreguei, me esqueci, me perdi... ali... dentro. Vivo um sonho que não sonhei, e sonho um sonho que não vivi. Drogas, fome, chuva, rua, frio, culpa, saudade, vergonha, fracasso...
Vivo... Estou vivo, sonâmbulo, vivo sonhando.
Desprezo e compaixão, ódio e amor, culpa e perdão, escolha e remorso.
Tangentes.... desconectado pelo “usuário”... de crack.
Me dá uma pedra!? Que é pra eu jogar na janela... casa de vidro... cacos e feridas.
Tempo... Milésimo de segundo, conectando... conectado.
Decisão, cisão, siso, decidi, fui.
Nina Simone lembrou: “Eu tenho uma vida. Eu tenho vidas!”
Agora, sonho em Ré Maior.
Ré-começo, ré-novo, ré-nasço, ré-faço, ré-vivo.
Vivo. Sou muitos... mas nem tantos.
Dormindo e acordando, vivendo e morrendo.
Camelo no buraco de agulha... passandoooo! Por mim e por todos os meus.
Sonho, vivo em sonhos.
Vivendo e vendo, enxergando...
Sonhando acordado pra não perder o caminho... Entregar-se jamais.
Neste jogo, poucas opções: luta e recomeço, sempre. Morrer é perder o jogo antes do final. Viver. O jogo só termina, quando acaba. Try Again!