| Malavolta Jr. |
| Julio Cesar Palhares, João Thomaz Dias Parra, Edgar Machado e Priscila Aznar de Brito Silva |
A Justiça Eleitoral tem trabalhado em ritmo acelerado para que as eleições municipais deste ano possam ocorrer dentro da normalidade. E, nos últimos dias, foram feitos os ajustes finais no elemento central do processo: as urnas eletrônicas. Os equipamentos, que completam 20 anos no Brasil e 18 em Bauru, já receberam os dados (candidatos que concorrem em 2016) e estão sendo lacrados. Conforme rege a legislação, há também uma auditoria das urnas, realizada aleatoriamente em alguns dos equipamentos de cada zona eleitoral.
O primeiro pleito que contou com o sistema de urnas eletrônicas foi o de 1996, também para a escolha de vereadores e prefeitos. No entanto, apenas alguns municípios foram contemplados. Naquele ano, os bauruenses ainda votaram no papel.
O eleitorado de Bauru teve o primeiro contato com a urna eletrônica nas eleições presidenciais de 1998. O primeiro pleito municipal eletrônico na cidade foi o de 2000.
Neste ano
O primeiro turno do pleito será neste domingo, das 8h às 17h, com a escolha dos 17 vereadores de Bauru para o quadriênio 2017-2020, e também a eleição do novo prefeito, caso algum dos candidatos obtenha 50% dos votos válidos, mais um. Se ninguém conseguir este percentual, os dois primeiros colocados disputarão o segundo turno, previsto para o dia 30 de outubro.
Ontem, foi realizada a auditoria de urnas da 300.ª Zona Eleitoral. O juiz responsável, João Thomaz Dias Parra, salienta que o trâmite é o último antes dos equipamentos irem aos pontos de votação. “A auditoria mostra a transparência do processo, pois é um ato aberto aos partidos políticos e imprensa. Quando todas as urnas já estão preparadas, a auditoria é feita em até 3% das urnas que serão usadas, aleatoriamente, em, no mínimo, um equipamento de cada município. Primeiramente, é feita a visualização dos dados que estão na urna e, depois, simula-se uma eleição, com os presentes podendo testar a urna como se fosse o dia da votação”, comenta Parra.
A urna testada depois tem os dados zerados e recebe uma nova carga, deixando-a apta novamente para o dia da votação. “Essa verificação, na verdade, é uma garantia de que os equipamentos estão em condições de uso”, aponta. A 300.ª Zona Eleitoral abrange parte do município de Bauru, além de Arealva e Avaí, cuja auditoria foi simultânea à de Bauru no cartório eleitoral, ontem à tarde. O mesmo procedimento acontece neste começo de semana nos cartórios das 23.ª e 387.ª zonaA eleitoraia, que abrangem as demais regiões da cidade.
Instalação
Após a inserção dos dados e da aferição, com a auditoria, as urnas ficam guardadas e só são levadas aos locais de votação no fim da semana. A instalação acontece na sexta-feira, na maior parte das escolas, e em algumas no sábado.
No domingo, dia da eleição, é realizada a “zerésima” em todas as urnas, após as 7h. O responsável por cada seção eleitoral aplica o procedimento, que verifica se todos os candidatos constam no equipamento e se todos eles estão sem nenhum voto naquele momento (por isso, o nome). A abertura das seções é às 8h, com o fechamento às 17h de domingo, quando as mídias começam a voltar aos cartórios, para a transferência de dados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Resultado às 20h
A exemplo das últimas eleições municipais, a previsão é de que o resultado seja conhecido por volta das 20h. “Se não ocorrer nenhum imprevisto, a apuração deve ser rápida, na mesma média dos anos anteriores. Claro que há uma quantidade de dados grande sendo repassada ao TRE, de todos os municípios, que centraliza isso, e pode haver algum congestionamento, mas a tendência é que, por volta das 20h, já tenhamos o resultado da eleição, com a composição da Câmara Municipal e o vencedor da disputa para prefeito, ou se haverá segundo turno”, detalha o juiz João Thomaz Dias Parra, titular da 300.ª Zona Eleitoral de Bauru. Em 2016, também não deve haver a centralização de resultados em um único local na cidade, completa o magistrado.