Infelizmente, não foi apenas um final triste de uma obra ficcional. A morte do ator Domingos Montagner, aos 54 anos, no dia 15 de setembro, causou comoção nacional e levanta, mais uma vez, o alerta sobre os afogamentos. Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que a região de Bauru teve 33 óbitos e quatro internações de pessoas que se afogaram em 2015.
O número é ainda mais assustador levando em conta todo o Estado. A cada dia, duas pessoas morrem, em média, vítimas de afogamento em São Paulo. E 50,2% desses óbitos são de adultos entre 20 e 49 anos. “Os dados, referentes a 2015, servem como um alerta para os cuidados que banhistas devem ter no mar, piscinas, rios, lagos e cachoeiras”, aponta, em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
Das 17 áreas dos Departamentos Regionais de Saúde, seis apresentaram menos mortes em 2015 em relação à 2014. Entre elas estão: Grande São Paulo, Araçatuba, Campinas, Marília, Sorocaba e Taubaté.
A região de Bauru, contudo, teve aumento de óbitos, juntamente com Baixada Santista, Barretos, Franca, Piracicaba, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto e Sorocaba.
Segundo o diretor operacional do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências (Grau) da Secretaria, Jorge Michel Ribera, alguns fatores influenciam o aumento dos riscos de afogamento durante o verão, como as típicas temperaturas altas da estação, a larga disposição de água doce na Capital e no Interior, além da vasta extensão de praias no litoral.
“Contabilizando os casos que atendemos, podemos citar a embriaguez dos adultos como o principal agravante dos afogamentos. E, logo em seguida, o desrespeito aos alertas de perigo, o uso de flutuadores – como colchões infláveis – e as brincadeiras de mau gosto na água”, evidencia o médico.
ALTA MORTALIDADE
Em 2015, 752 pessoas morreram por afogamento no Estado, enquanto apenas 73 foram internadas. Dados como estes mostram que há um alto índice de vítimas fatais nesse tipo de acidente.
No ano anterior, em 2014, foram 788 óbitos e 104 internações. Em dados preliminares, até agosto de 2016, há registros de que 76 pessoas foram internadas no Estado, enquanto 420 foram a óbito.