Eleitores de 53 cidades da região de Bauru também vão escolher, neste domingo (2), prefeito, vice e vereadores após processo eleitoral encurtado, com regras mais rigorosas e proibição de doação de empresas na campanha. É, ainda, a última reeleição permitida para o Executivo.
Assim, quem se eleger neste domingo não poderá buscar mais quatro anos de mandato ao final. Pelo menos 29 dos atuais administradores municipais tentam continuar por mais um mandato. No mínimo onze candidatos disputam o pleito com indeferimento da candidatura e prosseguiram na campanha mediante recurso junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Em alguns casos, são políticos enquadrados na Lei da Ficha Limpa por terem condenação judicial em segunda instância ou conta reprovada pela Câmara. Há, ainda, nove candidatos a prefeito que conseguiram deferimento da candidatura com ajuizamento de recurso.
Em alguns casos, o candidato disputa o pleito, mas seus votos não vão aparecer na totalização. Eles terão que aguardar o julgamento dos recursos, após a disputa, para saber se realmente foram os mais votados e serem diplomados pela Justiça Eleitoral.
Idas e vindas
O candidato a prefeito de Iacanga, Ismael Boiani (PSB), teve o registro de candidatura indeferido pelo TRE na última quinta-feira (29) com base na Lei da Ficha Limpa, mas a decisão cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O nome dele aparecerá nas urnas hoje. O advogado de Boiani, Ubaldo José Massari Junior, explicou que está recorrendo ao TSE e pedindo, inclusive, a anulação da decisão do TRE por suposta falha processual.
Três candidatos renunciaram já no início da campanha, sendo substituídos por outros postulantes.
Em Areiópolis, o ex-prefeito José Pio de Oliveira, o Peixeiro, preferiu indicar o filho, Jonathan Pior de Oliveira (PTB), para continuar na disputa, após o pai ter a candidatura impugnada.
Em Ibitinga, Rossevelt de Rosa (PSD) também desistiu e, em Santa Cruz do Rio Pardo, Carlos Catequista abriu mão de concorrer ao Executivo para o candidato Adilson Mira (PSDB).
Em quatro cidades haverá único candidato a prefeito: Lucianópolis, Itaju, Balbinos e Bocaina. Qualquer votação garante a vaga no Executivo.
O PSDB é a legenda que mais encabeça coligações a prefeito com 25 candidatos próprios (nove deles tentam a reeleição). Depois vem o PMDB com 17 candidatos; PTB tem 16; PSD, 13; DEM e PR, 7; PSB, 7; PSOL, 6; PV, 6; PT, 4; PDT, 3, entre outras legendas menores.
Alguns exemplos
Em Jaú, o atual prefeito Rafael Agostini (PSB) encabeça a coligação “Jahu Melhor” constituída por 13 partidos e busca ficar mais quatro anos, mas tem como adversários o ex-vereador Paulo de Tarso (PHS), Edison Ladeira (PT), Ivan Cassaro (PEN), Mauricio Murgel (Rede) e Professor Lauro (PSOL).
Cassaro perdeu recurso nesta semana no TRE do qual reforça a tese de que ele não está filiado ao PEN, partido que concorre no pleito deste ano. Ele está recorrendo da decisão no TSE.
Em Botucatu cinco candidatos vão disputar a sucessão do atual mandatário no município, João Cury (PSDB): o ex-prefeito Mario Ielo (PDT), o ex-superintendente da Sabesp do município Mario Pardini (PSDB), Reinaldo Moreira (PR), Daniel de Carvalho (PSOL) e o jornalista Erick Facioli (PT).
Em Lençóis Paulista, a disputa é entre o ex-prefeito José Antonio Marise (PSDB), o atual presidente do Legislativo, Prado Lima (Rede), pastor Claudio (PEN) e Professor Marcos (PT).