| Fotos: Renan Casal |
| Como esperado, movimentação de eleitores, candidatos e apoiadores foi intensa no Calçadão |
| Um dos veículos usados em propaganda |
No último dia de campanha, os candidatos a vereador e a prefeito, acompanhados de seus vices, tentaram nesse sábado (1) “fisgar” os eleitores ainda indecisos.
Para tanto, muitos lançaram mão do corpo a corpo em pontos como o Calçadão da Batista de Carvalho, “coração” do Centro de Bauru, e depois nos bairros.
Carros de som e outros veículos com bandeiras de postulantes ao Executivo ou Legislativo foram vistos em grande parte da cidade, que também assistiu à distribuição de santinhos. Muitos deles foram parar no chão ou em canteiros centrais de grandes avenidas.
A quantidade, porém, aparentemente, não configura derrame, o que é proibido e pode até resultar na cassação de registro dos candidatos em questão. Carreatas também tomaram vários bairros. Mas no Jardim Bela Vista, o consultor comercial Kaio Guilherme Gregório continuava indeciso, especialmente em relação a prefeito.
“É muita responsabilidade. Nos últimos anos também decidi na última hora e não me arrependi porque eles não foram eleitos. No meu trabalho, a maioria das pessoas ainda está indecisa, mas em casa, não. Meus pais e meus irmãos já sabem em quem votar”, comenta.
Esforço e critério
Izabela Aquino dos Santos Gregório, esposa de Kaio Guilherme Gregório, está entre as decididas. “Já optei pelo meu candidato. Mas comigo é diferente. Meus colegas já se decidiram, mas meus pais também estão indecisos”, afirma. É o caso também da instrutora de cursos Adriana Tardivo Pires, que ontem pela manhã só tinha decidido o voto para prefeito. “Eu venho bem descontente com a política. Estão deixando muito a desejar. Para prefeito já consegui escolher, mas para vereador vou decidir até amanhã [hoje] ainda”, resume.
Decidem por saber o que postulante já fez, mas também por ‘eliminação’
Entrevistados nesse sábado (1) também explicaram o que ajudou na decisão sobre o voto. O vendedor Odair Sanches, por exemplo, conhece seu candidato a vereador.
“Sei o que ele fez pela cidade. Já para prefeito fui por eliminação”, diz o morador do Mary Dota. Do mesmo bairro, Maria Elisa de Campos prefere anular o voto, assim como fará toda a sua família.
Também desiludido com o meio político, o ajudante de hortifrútis Alan dos Santos Lima optou por votar em branco. “Não vai mudar nada mesmo. A mudança tinha de começar de cima para baixo”, destaca.
Postura bem diferente tem o veterano em eleições, o militar reformado Roberto Baptista, 72 anos. Mesmo não sendo mais obrigado a votar – para quem já passou dos 70 anos o voto é facultativo – faz questão de exercer seu direito de cidadão neste domingo.
“Desde os meus 18 anos, quando tirei o título de eleitor, eu voto na ITE. Amanhã [hoje] estarei lá e já defini meu candidato a vereador, que é uma pessoa que trabalhou comigo. Também já sei em quem votar para prefeito”, garante.
Escolha
A cabeleireira Bruna Nekis Gonçalves, que vota na escola estadual Ayrton Busch (Parque Jaraguá), escolheu com antecedência seus candidatos.
“Decidi faz um tempo. Conversei com gente que conheço, procurei acompanhar as campanhas e vi debates, que para mim foram decisivos na escolha para prefeito. O menor tempo de campanha neste ano foi bom. Era muito desgastante antes, repetitivo”, argumenta.
Já Maria Lúcia de Camargo nem assistiu aos programas eleitorais. Tomou a decisão por conhecer um dos candidatos e por buscar informações sobre o plano de governo, além de aconselhar-se com amigos, especialmente para decidir-se para vereador. “É mais difícil, tem muita gente”, finaliza.