09 de julho de 2026
Regional

Prefeito eleito em Pederneiras defende redução de cargos

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação
Prefeito eleito de Pederneiras Vicente Minguili e vice Márcio Urrea  

O prefeito eleito em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), Vicente Minguili (PMDB), defende a valorização dos funcionários públicos de carreira e a redução dos cargos comissionados para que os recursos possam ser direcionados à setores prioritários.

O jovem de 26 anos, que é neto de político, mas faz sua estreia na vida pública, obteve 11.522 votos (51,46% dos votos válidos) e derrotou o atual prefeito Daniel Camargo (PSB), que conseguiu apenas 10.041 (44,85% dos votos válidos).

Minguili conta que foi candidato a vereador aos 18 e aos 22 anos, mas, apesar da boa votação, “bateu na trave” por não atingir o quociente eleitoral. Nesta eleição, apoiado por sete partidos, decidiu participar da disputa pelo comando do Executivo.

“Levamos propostas à população, mostramos a verdade à população e fomos reconhecidos”, diz. Ele revela que irá priorizar o desenvolvimento, a geração de emprego e a saúde. Outra medida será a redução de secretarias e cargos em comissão.

“Nós vamos enxugar a máquina para poder usar o dinheiro e o bem público em setores que realmente precisam de uma atenção”, declara. Segundo o futuro prefeito, essa reestruturação administrativa irá depender de um estudo prévio.

“Nós vamos montar uma equipe que vai fazer a transição com o atual governo para a gente poder fazer o estudo de quantas secretarias a gente vai cortar e quantos cargos de confiança”, afirma. “Temos que ver quais secretarias podem se unificar”.

Ele também defende como ação imediata de governo a valorização do funcionalismo público, com a reorganização da estrutura de cargos e salários e a criação de um plano de carreira para a categoria.

VÍCIOS

Na avaliação de Minguili, de forma geral, o resultado dessas eleições refletiu a busca da população por uma nova forma de política, sem “revanchismos” e “cores partidárias”. “Tudo o que perdura por muito tempo no governo, acaba criando vícios. A máquina pública começa a ficar inchada e a população começa a enxergar esse tipo de coisa”, analisa.