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| Centro Cultual "Carlos Fernandes de Paiva", em Bauru |
Um espaço onde a cultura de Bauru se concentra, é diversa e ao alcance de todos. Assim pode ser defino o Centro Cultual "Carlos Fernandes de Paiva", mantido pela Secretaria Municipal de Cultura de Bauru e localizado na quadra 8 da avenida Nações Unidas.
Várias entidades mantidas e/ou ligadas a Secretaria de Cultura estão "abrigadas" no Centro Cultural. Entre elas estão a própria sede da Secretaria, o Teatro Municipal "Celina Lourdes Alves Neves", A Biblioteca Central "Rodrigues de Abreu", a Galeria Municipal "Angelina W. Messenberg, o Auditório Municipal e as salas de cursos da Divisão de Ensino às Artes da Secretaria.
Nos últimos anos, a utilização desses espaços foi ampliada e melhorada (a Biblioteca foi entregue nesta semana remodelada). O Teatro Municipal, por exemplo, recebe atividades em mais de menos 260 dias por ano. 60% das atividades são gratuitas, segundo Elson Reis, secretário da Cultura do município.
Algumas dessas atividades são tradicionais e bastante esperadas pelo público, como a Mostra de Artes sem Barreiras e o Festival de Artes Cênicas, além de espetáculos com artistas consagrados que circulam por todo o País. "A oportunidade é oferecida para espetáculos nacionais e locais. E levamos a nossa essa arte também para os bairros", defende o secretário.
DESDE 1996
O Centro Cultural foi entregue em dezembro de 1996. "Mas o prédio foi entregue inacabado. Em 1997, eu assumi a Secretaria e tratamos de colocar tudo em funcionamento. No início, não havia quase nada de estrutura, começamos a funcionar com dificuldade, mas fomos colocando tudo nos eixos. Foi um processo de término que se encerrou alguns anos depois", lembra Elson.
Ainda de acordo com Elson, o espaço era uma necessidade do município. As entidades funcionavam em lugares distintos, a maioria delas em imóveis alugados. Não havia uma galeria municipal adequada para receber exposições.
Biblioteca Central foi entregue revitalizada na última terça-feira
Obras focaram mudanças estruturais, organização e acessibilidade, entre outras melhorias
Iniciadas no fim de junho, as obras de revitalização da Biblioteca Central "Rodrigues de Abreu" (localizada no Centro Cultural) terminaram e o espaço foi reaberto na última terça-feira (4), com apresentação de alunos do grupo de cordas (violino, viola e violoncelo) do projeto "Música, Ferradura, Arte e Cultura", desenvolvido pela Secretaria de Cultura no CEU das Artes.
O evento de entrega da Biblioteca fez parte da Programação da "22ª Mostra de Arte Sem Barreiras", que aconteceu no Centro Cultural também durante a semana, entre os dias 3 e 7 de outubro.
O piso emborrachado foi trocado por piso frio de cerâmica. O ambiente, com nova iluminação, teve as paredes internas pintadas, assim como as estantes dos livros. O balcão de atendimento passou por rebaixamento, facilitando o acesso de cadeirantes, por exemplo. As mesas disponíveis também tiveram sua altura reduzida.
O espaço interno também foi readequado, com a mudança do local da Biblioteca para o uso do jardim e da Arena (ambos no fundo do Centro Cultural).
Além das mudanças estruturais e organizativas, o espaço agora conta com climatização. Uma sala multiuso foi instalada para uso livre, que servirá para estudo ou reuniões, pequenas oficinas e palestras. A sala também armazenará o acervo de livros raros da biblioteca, a hemeroteca, o acervo de mapas e os livros em braile.
"Rodrigues de Abreu", poeta e escritor que é o patrono da Biblioteca Central de Bauru, ganhou um espaço na entrada da biblioteca, com livros e seu busto.
A Biblioteca também conta com o Telecentro para o uso livre de computadores com acesso à internet, e que será reinstalado em breve. Também já está em fase de testes o sistema de consulta e reserva online, que deverá ser entregue ainda este ano.
CUSTOS
A revitalização foi planejada e custeada pela Secretaria Municipal de Cultura e contou com o apoio da Secretaria Municipal de Obras e da Divisão Elétrica da Prefeitura. O investimento girou em torno dos R$40 mil.
"Essa revitalização, além de necessária em razão do desgaste da estrutura física, vem ao encontro de uma antiga necessidade que era a colocação de piso frio e de cor clara, para facilitar a limpeza do espaço", afirma o Secretário de Cultura, Elson Reis.
ESTRUTURA
A Biblioteca Central é informatizada desde de 2002 e atualmente conta com um acervo de 44 mil obras disponíveis, além de periódicos, vídeos e hemeroteca. Tem como espaços a Biblioteca Infantil "Ivan Engler de Almeida", a Gibiteca Municipal "Aucione Torres Agostinho", a Biblioteca Verde e a Sala de Acessibilidade.
A Divisão de Bibliotecas é integrada pela Biblioteca Municipal "Rodrigues de Abreu" e as Bibliotecas Ramais de bairros como: Mary Dota, Jardim Ouro Verde, Tibiriçá, Vila Falcão, Núcleo Geisel, Jardim Progresso e Vila Tecnológica.
Quatro livros em 20 dias
E quando o assunto é a Biblioteca Central, os personagens principais, além dos livros, são os leitores, é claro. A aposentada Rosa Maria Carvalho Pereira é uma das frequentadoras assíduas do espaço.
"Eu venho até a biblioteca a cada 20 dias e pego quatro livros de cada vez, quase sempre, garante". Entre os gêneros preferidos da "devoradora de livros" estão as biografias, os romances, as histórias policiais... "Na verdade eu leio de tudo. E leio desde bem pequena. Em casa todo mundo gosta de ler e incentivamos as crianças, que sempre começam com gibis", comenta.
Para Rosa Maria, ler é cultura, como ela mesma diz. "Não me vejo longe dos livros. Acho que todos deveriam ler. Temos esse espaço maravilhoso em Bauru e as pessoas precisam aproveitar mais", observa.
'Gosto de ler aqui'
Enquanto uns preferem levar para casa, o estudante Vinícius Henrique Damaceno gosta de aproveitar o espaço para ler tranquilamente seus livros preferidos, os que são repletos de fantasia. "Eu também levo para casa, mas a biblioteca é o lugar mais adequado para se ler, na minha opinião. E, com a reforma, ficou tudo mais agradável", opina.
Acesso gratuito às artes
Divisão de Ensino às Artes oferece aulas que vão da música ao circo
Em Bauru, a Divisão de Ensino às Artes (sediada no piso superior do Centro Cultural) oferece diversas opções gratuitas da prática artística. Atualmente, cerca de 900 alunos estudam na unidade central e nos bairros.
Entre as áreas atendidas estão: música (violão, flauta doce e flauta transversal), dança (balé clássico, jazz, street dance e dança do ventre), teatro ( artes do corpo, iniciação teatral, teatro de animação e projetos de pesquisa), circo (grupo de pesquisa do novo circo, corpo e manipulação e introdução à técnica da arte circense) e artes visuais (desenho de observação, desenho em cartum, marchetaria, serigrafia, atelier de pintura contemporânea, desenho em HQ e grafite).
A estudante Amanda Ribeiro dos Santos é uma das alunas do curso de violão do Centro Cultural. Há pouco mais de um mês, ela encontrou no espaço a possibilidade real de concretizar um desejo pessoal, aprender um instrumento musical.
"Como a maioria dos estudantes, eu tenho pouca grana, então não poderia pagar um curso de música. E aqui estou tendo a oportunidade de aprender gratuitamente. Em um mês de aulas já posso dizer que estou evoluindo bem", comenta.
'É O MÍNIMO'
Segundo a estudante, cursos como os oferecidos pela Divisão de Ensino às Artes são o mínimo que um município deve oferecer à população. "Penso assim porque a arte é um bem comum que deve ser de acesso de todos. Acho até que deveria haver mais vagas", pontua.