| Douglas Reis |
| Padre Gustavo Crepaldi seguiu abençoando em carro ao fundo |
À frente de vários carros, a imagem de São Benedito 'conduziu', na manhã de ontem, a tradicional carreata realizada pelas ruas da Vila Falcão e adjacências em celebração ao dia do santo, padroeiro dos cozinheiros, comemorado oficialmente no dia 5 de outubro.
Em alguns endereços, era possível observar moradores da região em frente de suas próprias residências para receber a bênção do padre Gustavo Crepaldi, que seguiu em pé em outro veículo, durante o trajeto inteiro. "Todo ano faço isso (aguardo na porta de casa). Traz uma energia muito boa para a gente", comenta Vilson Silva Ramos.
Morador da rua Antônio Espírito Santo, ele conta já ter recebido graças de São Benedito na família. Filho de escravos vindos da Etiópia para a Sicília, São Benedito é um dos poucos santos negros. "É muito importante termos santos negros. Ajuda a valorizar uma etnia que é predominante no Brasil", comenta Antônio Alves de Jesus. Fiel, ele se queixa de expressões negativas relacionadas ao negro como 'magia negra'.
CRENÇA
A importância do santo também foi ressaltada por João Cordeiro. Ele conta que vários testemunhos de fé foram feitos na semana passada. No dia de São Benedito, por exemplo, o marido de uma paroquiana parou de fumar, depois que a esposa fez uma novena, sem que ele soubesse.
"Outra senhora, que tirou um tumor cerebral, permaneceria em cirurgia por 12 horas. Mas as orações fizeram com que a operação tivesse a metade do tempo e o caso fosse mais simples", relata. Admir e Fátima Losila também contam várias graças obtidas por intermédio de São Bendito, inclusive na realização de uma missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida.
Assim como eles, fiéis ligados à paróquia de São Benedito também participaram da bênção dos carros realizada pelo padre, após a conclusão do itinerário pelo bairro.
"Com a carreata, a missa das 18h e a quermesse fechamos a festa de São Benedito, que começou no dia 26 de setembro, com a novena. Como gesto concreto, arrecadamos uma tonelada em alimentos, que foram entregues aos Vicentinos para distribuição", conclui o pároco Gustavo Crepaldi.