09 de julho de 2026
Internacional

Milhares fogem de Mossul no Iraque


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Bagdá -  Na medida em que as tropas iraquianas e curdas se aproximavam de Mossul, no terceiro dia da operação militar para retomar o último bastião no Iraque da facção terrorista Estado Islâmico (EI), milhares de pessoas fogem da regiã. As autoridades montam abrigos para os deslocados: a leste de Mossul, tendas em um campo para abrigar até 5.000 famílias que fugirem dos enfrentamentos entre as forças de segurança e os combatentes do EI. O gestor do campo, Prezzo Mikael, disse ontem que as estruturas estão quase prontas e já contam com água corrente, eletricidade e comida.

Os temores de uma grave crise humanitária na região se agravam pois, segundo os Estados Unidos, existe o perigo de os extremistas do EI usarem armas químicas para tentar repelir a ofensiva liderada pelo governo iraquiano.

A ONG humanitária Save the Children afirmou que cerca de 5.000 pessoas chegaram nos últimos dez dias a um outro campo de refugiados, no norte da Síria fugindo de combates ao redor de Mossul. Outras mil pessoas aguardam para atravessar a fronteira entre o Iraque e a Síria. 

Segundo o general das Forças Armadas da Rússia, Valery Gerasimov, há risco de radicais escaparem de Mossul e irem para a Síria, onde o EI também mantém atividades.  A Rússia não participa de operações contra o EI no Iraque, mas atua em território sírio que faz fronteira com o Iraque.

As Nações Unidas e agências humanitárias temem que a batalha por Mossul agrave a crise humanitária na região, forçando o deslocamento de centenas de milhares de pessoas - com 1,5 milhão de habitantes, Mossul é a segunda maior cidade do Iraque. 

Moradores de Mossul relataram estar sendo usados como escudos humanos pelos terroristas do EI durante a ofensiva.

ATAQUES QUÍMICOS

Os EUA acreditam que os radicais do EI podem usar armas químicas para retardar o avanço do Exército iraquiano sobre Mossul. Autoridades americanas disseram que foram encontrados traços de agente mostarda em fragmentos de munição utilizada pelo Estado Islâmico nos últimos meses.

"Além dos EUA, estão envolvidos na batalha contra extremistas em Mossul cerca de 25 mil soldados do Exército iraquiano, das forças "peshmerga" curdas e de grupos paramilitares.

Acredita-se que há 6 mil militantes terroristas do Estado Islâmico no local dos conflitos.