09 de julho de 2026
Política

DAE: "fila" de vazamentos tem queda em Bauru

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Samantha Ciuffa
Equipe do DAE em reparo na rede de esgoto na quadra 4 da rua Aviador Ribeiro de Barros
Renan Casal
Bucceroni assumiu presidência do DAE no dia 19 de setembro

Diminuiu drasticamente, no último mês, a demanda reprimida por serviços de reparos nas redes de água e esgoto, bem como por reposição de massa asfáltica nos pontos consertados pelo DAE. Presidente da autarquia desde o dia 19 de setembro, Célio Bucceroni atribui os resultados a medidas de gestão, mas pondera que os números alcançados nos primeiros 30 dias ainda passam longe de parâmetros que julga como adequados.

Alvo de antigas e recorrentes queixas da população, os chamados em aberto motivados por vazamentos eram 486 na data em que Bucceroni assumiu o comando do departamento. Nessa quinta-feira (20), esse número era de 191. A redução foi de 60%.

No que se refere ao fechamento de buracos abertos por intervenções do DAE, a demanda reprimida era de 750 no dia 19 de setembro. Ainda nesta quinta (20), era de 195, quase quatro vezes menor.

O presidente do DAE acredita, no entanto, que o ideal seria, nos dois casos, reduzir os chamados em aberto a cerca de 40 a 50. Isso, segundo ele, garantiria que nenhum vazamento ou buraco sem asfalto perdurasse por mais de dois dias.

Bucceroni pontua que este era patamar praticado há 15 anos, quando atuou no setor de manutenção da autarquia. “É possível. Até porque o total de chamados por problemas nas redes de água e esgoto permanece no mesmo nível daquela época. São, aproximadamente, 1.500 por mês. O que ocorre é que, hoje, demoramos mais para resolver”.

O tempo-reposta médio da autarquia depois da redução da demanda reprimida ainda não foi estimado. Isso só será feito no fechamento deste mês. O presidente do departamento, contudo, relata que já caíram sensivelmente as ligações de munícipes reclamando da falta de solução para os problemas.

“Estão em vigor alguns Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) [firmados junto ao Ministério Público] que estabelecem prazos para atendimentos a vazamentos. Um deles fala em até oito dias. Com certeza, os reparos estão sendo executados em tempo inferior a este”, alega Bucceroni.

A conta

Enquanto registra cerca de 55 chamados por dia de novos vazamentos de água e esgoto, o DAE tem conseguido, no último mês, reparar cerca de 80 diariamente, fato que explica a redução da demanda em aberto.

Célio Bucceroni alega que tem promovido, em todas as manhãs, reuniões com a diretoria da Divisão Técnica a fim de planejar as ações e analisar a produtividade do dia anterior, com base em número de atendimentos em cada uma das cinco regiões da cidade.

“A gente monitora se uma equipe fez mais ou menos que a média, tenta entender o porquê e, se necessário, corrigir rumos. Não sei como fazíamos antes, mas estamos apostando no aperfeiçoamento da gestão”, finaliza o presidente do DAE.