09 de julho de 2026
Regional

Prefeito eleito diz que terá desafio de acabar com as filas em creches

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução/Facebook
Marcos Olivatto (PR) foi eleito prefeito de Macatuba com mais de 76% dos votos válidos

O prefeito eleito em Macatuba (46 quilômetros de Bauru), Marcos Donizeti Olivatto (PR), assume em janeiro com o difícil desafio de acabar com a demanda por vagas em creches. Ele conta que também irá concentrar esforços para tentar oferecer um atendimento de qualidade à população no setor da saúde.

Olivatto é servidor público há 33 anos e já ocupou os cargos de secretário de Desenvolvimento Econômico e secretário de Desenvolvimento Social. No último dia 2, ele obteve 7.537 votos contra 1.810 votos do segundo colocado, José Bento (PMB), o Zé Buraco, e venceu a eleição na cidade com mais de 76% dos votos válidos.

O futuro prefeito conta que seu primeiro desafio será solucionar o problema de falta de vagas em creches. “O município já foi sentenciado e, a partir de fevereiro, vai começar a pagar multa de R$ 1,5 mil por aluno fora da creche”, diz. “Estamos estudando uma solução mais rápida, uma saída emergencial para essa situação”.

De acordo com ele, hoje, aproximadamente 140 crianças estão nesta situação em Macatuba. “Tem alguns projetos de ampliação de creches e estamos buscando contatos com deputados para nos auxiliar com emendas para a gente poder fazer a ampliação dessas creches e, se possível também, a segunda creche-escola”, cita.

Olivatto explica que também quer priorizar ações voltadas para a saúde. “Nós pretendemos, já de início, fazer um esforço total na área da saúde com a contratação de mais médicos e também a reposição de medicamentos da farmácia popular”, declara. “E as pessoas também reclamam muito da qualidade do atendimento”.

Outra proposta defendida por ele é a reestruturação das equipes do Programa Saúde da Família (PSFs). “Eu vou nomear a secretária de Saúde e avaliar tudo isso com ela”, afirma. Segundo o futuro chefe do Executivo, o atual cenário econômico do país impede as prefeituras de realizarem grandes investimentos.

“Com esse tempo de crise, temos que ter cautela porque não adianta falar em coisas grandes. Se Deus quiser, vamos conseguir, mas, agora, vamos ser cautelosos”, avalia. “Foi uma votação expressiva num momento político de mudanças. A população olhou bem nos olhos do candidato e avaliou bem para poder votar. Eu senti isso. Se Deus quiser, será o início de novos tempos”.