08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A água como combustível

Jorge A. B. Soares
| Tempo de leitura: 1 min

Comentando a notícia do JC de 22/10, "Alunos criam carro que é movido a água". Lembremos que carros movidos a água têm sido objeto de várias patentes internacionais, artigos em jornais e revistas de ciência popular, notícias de televisão local e sites, inclusive fraudes. Segundo Jason Vogel, de O Globo, "desde os anos 1950, esses alquimistas que transformam H2O em combustível têm sido notícia - mas foi nas crises do petróleo da década de 1970, que eles se multiplicaram e ganharam mais espaço nos jornais. Suas criações, contudo, nunca foram adiante".

Nas palavras de R.S.S. em Yahoo Respostas: "O problema todo é a questão da energia utilizada para quebrar as moléculas de água para se obter o hidrogênio. O equipamento que faz essa quebra precisa de energia para funcionar e realizar a reação química para se obter o hidrogênio. Essa energia pode ser obtida de diversas formas: através da bateria do carro, por exemplo. O problema é que a quantidade de energia necessária para se extrair hidrogênio suficiente de 1 litro de água é grande. Então, a autonomia do carro, ou seja, a quantidade de quilômetros que ele poderá andar por litro de água vai depender da diferença entre a energia necessária para se extrair o hidrogênio de 1 litro de água menos a energia que esse hidrogênio irá gerar. Alguns autores apontam que a eficiência desse processo é de 70%. Ou seja, o carro iria parar em poucos quilômetros, não sendo vantajoso."

A comunidade científica vê com reservas o anúncio dessas invenções, consideradas "pseudociência", pois se esses dispositivos funcionassem de modo auto sustentável e econômico estariam violando as leis da termodinâmica.