09 de julho de 2026
Internacional

Tropa iraquiana retoma área cristã


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Nova York - Tropas iraquianas disseram ontem, ter reconquistado uma região cristã que estava sob domínio do Estado Islâmico desde 2014, perto da cidade de Mossul. As unidades iraquianas tomaram a cidade cristã de Qaraqosh, a cerca de 20 km de Mossul.

O avanço faz parte da ofensiva para retomar Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, a última grande cidade do país sob domínio do grupo terrorista.

Também ontem, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ash Carter, chegou à capital iraquiana Bagdá para se encontrar com o primeiro-ministro Haider al-Abadi e discutir a ofensiva. A tentativa de reconquistar Mossul tem apoio dos EUA, que dão suporte aéreo e terrestre à operação. O governo dos Estados Unidos mantém mais de 4.800 soldados no Iraque.

As tropas iraquianas também têm uma frente de batalha ao sul de Mossul, enquanto tropas curdas tentam avançar vindas do leste e do norte da cidade iraquiana. 

INTOXICAÇÃO

Cerca de 1.000 pessoas foram tratadas por problemas respiratórios ligados à fumaça de uma fábrica de enxofre incendiada durante o combate com o Estado Islâmico e as autoridades norte-americanas dizem que as forças norte-americanas em um aeroporto nas proximidades estão usando máscaras de proteção.

O aeródromo Qayyara é o principal local de suporte dos EUA para as operações no Iraque para retomar a cidade de Mosul do Estado Islâmico. Há cerca de 5.000 soldados norte-americanos no Iraque, mas os militares dos EUA não divulgaram o número de oficiais no campo de pouso.

"Como medida de precaução, as tropas no Qayyara colocaram equipamento de proteção individual - continuam com suas operações neste momento", disse um oficial no sábado, falando sob condição de anonimato.

KIRKUK

Já na cidade de Kirkuk, as forças iraquianas enfrentaram neste sábado pelo segundo dia consecutivo os extremistas, que na sexta-feira  atacaram a cidade e deixaram pelo menos 46 mortos.

Vinte e quatro horas depois do inesperado ataque jihadista contra Kirkuk, a cidade controlada pelos curdos segue sob ameaça de atentados suicidas e de franco-atiradores, o que obrigou o governo de Bagdá a enviar reforços.

Homens-bomba do EI atacaram na sexta-feira vários edifícios do governo em Kirkuk e uma central elétrica, a noroeste da cidade.

As forças iraquianas anunciaram que mataram 48 extremistas do Estado Islâmico e deixaram vários feridos nos combates em Kirkuk.

As autoridades de Kirkuk, cidade multiétnica com a presença de várias comunidades religiosas, decretaram na sexta-feira um toque de recolher total por conta das ações de guerrilha urbana executadas pelos extremistas.