Bruxelas - A União Europeia pediu que a Bélgica decida hoje se vai contornar a oposição interna vinda de sua região de fala francesa e aceitar um acordo de livre mercado entre o Canadá e a Europa, ou o encontro para selar o pacto e impulsionar as duas economias será desmarcado.
Negociadores da União Europeia estão correndo contra o tempo para tranquilizar o governo da região do Valão, na Bélgica, já que hoje é o prazo final para o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau saber se vai ou não a Bruxelas.
O Canadá, 12º maior parceiro econômico da União Europeia, diz estar pronto para assinar o acordo na quinta-feira, após um ano de negociações, com a Ministra do Comércio Chrystia Freeland afirmando que "a decisão está com a corte europeia."
Todos os 28 governos da UE apoiam o Acordo Econômico e Comercial Abrangente (Ceta), cujos apoiadores dizem que ele irá impulsionar o comércio entre as partes em 20 por cento, mas a Bélgica disse ainda não ter garantido consenso entre suas cinco regiões administrativas.
O Valão, que é uma região de fala francesa, tem feito oposição firme ao acordo, dizendo que ele é ruim aos fazendeiros europeus e concede muito poder aos interesses de corporações multinacionais.
HUNGRIA CONTRA
O primeiro-ministro húngaro Viktor Orban criticou a União Europeia, que ele classifica como uma nova força opressora. Ontem a Hungria comemorou o 60º aniversário da revolução de 1956 contra o domínio soviético.
A Hungria lidera um grupo que inclui a Polônia, a República Checa e a Eslováquia, que diz ter se cansado das ordens de Bruxelas.