09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Mulheres fazem a paz

Iolanda Toshie Ide
| Tempo de leitura: 1 min

Numa das edições do Fórum Social Mundial, irrompeu uma inusitada marcha de mulheres, palestinas e israelitas, de mãos dadas, clamando por paz. Elas se intitulavam “Mulheres de Negro”  porque a paz se encontrava em luto.


Imagens de territórios palestinos invadidos, casas destruídas, pessoas mortas, feridas, estraçalhadas, migração forçada de grandes multidões, fome, desespero ... frequentaram jornais e revistas, além de noticiários televisivos.


Desde então, as invasões e bombardeios se seguiram, semeando dor, morte, ódio, desespero, Tentativas de envio de socorro foram tantas vezes impedidas, inclusive com violência. Inesquecíveis são as imagens do bombardeio de um navio de ajuda humanitária.


Há 18 meses, mães iniciaram diálogos em torno do questionamento sobre o envio de seus filhos para a guerra. Decidiram criar o movimento suprapartidário, tolerante a todas as religiões, inclusive aos sem religião: a “Marcha da Esperança”. São integrantes da organização “Mulheres fazem a paz”.


Quando a esperança parecia perdida com a ampliação das invasões e o endurecimento de Israel, eis que mais de três mil mulheres, palestinas e israelitas, empreendem uma grande marcha, durante duas semanas, em direção a casa de Benjamin Netanyahu, presidente de Israel. Caracterizando-se pela convivência pacífica, exigem que se reiniciem as negociações para um  acordo de Paz entre Israel e Palestina.


Mobilizam-se para restabelecer a esperança para elas mesmas e para as futuras gerações. Decidiram não cessar as atividades até que os mandatários, de ambas as nações, negociem e decidam pela paz.


Semelhantes mobilizações de mulheres ocorreram também na Tunísia, Jordânia, Egito, Marrocos, França e Estados Unidos. Nesse momento grave pelo qual passamos no Brasil, urge reduzir a beligerância e buscar a convivência pacífica.