Malavolta Jr. |
|
Diego Gabriel Gonçalves Barbosa, palmeirense fanático e colecionador de itens do clube |
Com o Palmeiras próximo de conquistar o título brasileiro após 22 anos de jejum, os torcedores da equipe se mobilizam de várias formas para acompanhar os jogos e demonstrar seu amor ao Alviverde. Um deles é o recuperador de crédito Diego Gabriel Gonçalves Barbosa, de 28 anos.
Com mais de 60 camisas do Palmeiras em sua coleção, ele tem ainda inúmeros objetos do clube, como canecas, chaveiros, bonés e adesivos. Apesar do pai também ser palmeirense, Diego conta que a paixão aumentou ainda na infância, com a boa fase do Verdão na "Era Parmalat", com títulos nacionais, do Paulista e a Libertadores de 1999. Mesmo com uma fase ruim do clube nos anos seguintes, com dois rebaixamentos no Brasileirão (2002 e 2012), a paixão só aumentou, e há dois anos ele realizou o sonho de ver um jogo no estádio.
"Não cheguei a ver uma partida no antigo estádio Palestra Itália, mas conheci o local. Meu primeiro jogo que consegui ir assistir em São Paulo foi em 2014, ainda no Pacaembu. Depois fui algumas vezes no atual estádio do Palmeiras (Allianz Arena). O mais marcante que vi lá foi contra o Internacional, pelas quartas de final da Copa do Brasil do ano passado. O Palmeiras estava atrás, e com o estádio lotado conseguiu empatar e virar, passando de fase". lembrou.
Mesmo sem ter ido ao Allianz Arena na grande final do mesmo torneio, ano passado, contra o Santos, Diego conta que este foi o jogo mais marcante que viu até hoje, pela televisão. "Muita gente não acreditava que o Palmeiras poderia ser campeão. Teve aquelas provocações do Ricardo Oliveira, enfim foi um jogo emocionante até o fim, decidido nos pênaltis", recorda.
Diego é também torcedor do Esporte Clube Noroeste e do Bauru Basket, e sempre assiste aos jogos das equipes locais. Mas quando o Verdão atuou no Estádio Alfredo de Castilho, pelo Paulistão em 2006, 2008 e 2011, ele escolheu ficar do lado da torcida palmeirense. "Gosto muito do Noroeste, é o time da nossa cidade, inclusive moro na Vila Falcão, perto do estádio, mas o Palmeiras é uma paixão que não tem como explicar", afirma.
Confiante
Os dois últimos títulos do Palmeiras no Campeonato Brasileiro foram em 1993 e 1994. Depois disso, a torcida viu ainda outras conquistas importantes, como a Libertadores de 1999 e o vice campeonato Mundial no mesmo ano, três Copas do Brasil (1998, 2012 e 2015), um Torneio Rio-São Paulo (2000) e uma Copa dos Campeões (2000), além de dois títulos estaduais (1996 e 2008). Agora, o torcedor palmeirense quer sentir o gostinho de levantar de novo o troféu mais importante do futebol brasileiro. "Esse ano o Palmeiras tem tudo para ser o campeão. Se perder, seria até mais frustrante do que em 2009, porque agora o elenco é melhor", pontua Diego, referindo-se ao Brasileirão de 2009, quando o Alviverde liderou por várias rodadas, mas o caneco acabou nas mãos do Flamengo.
Coleção
Diego tem uma camisa que é da década de 1970, da época da lendária "Academia" comandada por Ademir da Guia e outros craques que marcaram época no futebol brasileiro. Ele tem ainda várias camisas dos anos 1990 (Era Parmalat), e várias dos últimos anos, inclusive algumas que foram usadas em jogos. "Eu gosto muito de colecionar as camisas. Muitas delas eu nunca usei. Gosto muito das camisas usadas pelos goleiros, tenho várias", explica.
Para ele, uma frustração é ainda não ter conhecido o goleiro Marcos, um dos maiores ídolos da história do Verdão. "Cheguei a ir em algumas partidas de fim de ano, mas nunca consegui falar com ele. E nas três vezes que o Palmeiras jogou em Bauru, não era ele que estava no gol. Em 2006 era o Sérgio, em 2008 o Diego Cavalieri e em 2011 era o Deola", aponta.