Votar, além de ser uma obrigação é um direito de todo cidadão. Sou professora do ensino fundamental I numa escola pública aqui em Bauru. Há alguns meses, fiz uma cirurgia no joelho, portanto, não posso subir escadas.
Quando fui votar neste segundo turno, fiquei indignada, pois voto na 23ª Zona Eleitoral, 41ª seção, que antes ficava no andar térreo, do Centro Paula Souza (antigo EE Rodrigues de Abreu). Ela foi transferida para o primeiro andar e simplesmente fui orientada a justificar meu voto, ou não voto, caso não desse para subir, diga-se de passagem.
Para podermos chegar ao primeiro andar são três lances de escada com degraus altos, pois a escola é antiga, e sem corrimão de apoio. Ora, eu não queria justificar voto nenhum, eu queria votar, cumprir meu dever de cidadã bauruense, aliás, adoro votar. Conclusão: tive que subir os três lances de escadas para poder votar. Apesar de me oferecerem ajuda para subir, foi realmente difícil.
Com toda essa dificuldade, será que não era hora de se ter em cada Zona Eleitoral uma urna alternativa que pudesse atender às necessidades dos eleitores que no momento do voto estão impossibilitados, como hoje eu estou, por algum motivo de votar? É para pensar e fazer. Merecemos e queremos respeito, e não piedade.