09 de julho de 2026
Geral

Papa orienta como os fiéis devem lidar com a cremação


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Eder Azevedo/JC Imagens
Urnas (no detalhe, ao lado) com as cinzas são enterradas no ‘Jardim Eterno’

Nesta quarta-feira (2), Dia de Finados, familiares e amigos de sepultados em um cemitério de Bauru relembrarão seus entes queridos de maneira diferente. Eles orarão em frente a árvores, que simbolizam aqueles que já se foram. As espécies foram plantadas onde urnas biodegradáveis, com as cinzas daqueles que foram cremados, estão enterradas.

O único crematório de Bauru, localizado no Cemitério Jardim dos Lírios, mantém a prática de guardar as cinzas dentro de urnas biodegradáveis e enterrá-las. Respeitando a mais recente orientação papal, “as cinzas de muitas pessoas têm sido enterradas no Jardim Eterno”, afirma o gerente Danilo Moura, referindo-se à ala do cemitério destinada a receber este tipo de sepultamento.

Ele explica que a urna é feita especialmente para este fim, com areia e cola, e se degrada com o tempo. Quando elas são enterradas, é colocada também a semente de alguma árvore, cuja espécie é escolhida pelo familiar. Assim, a árvore funciona como a lápide. “Quando alguém da família faz visita no dia de Finados, tem que lembrar da árvore onde o ente se encontra”, completa Danilo.

O Jardim dos Lírios fica na rua Iracema Candida Posca 1-100, no bairro Jardim dos Lírios. O telefone para mais informações é o (14) 3223-8011.

APROVAÇÃO DO VATICANO

“Lembra-te que és pó e ao pó ás de voltar”, reflete o bispo diocesano de Bauru, dom Caetano Ferrari, ao explicar as recentes aprovações do papa Francisco sobre como os fiéis devem tratar as cinzas de seus entes.

No último dia 25, o papa aprovou documento no Vaticano sobre qual conduta os fiéis devem ter com as cinzas de seus familiares. “A Igreja não proíbe o crematório, mas o papa orienta que os restos mortais sejam sepultados em local apropriado para que as cinzas não sejam guardadas de qualquer jeito, sem respeito”.

O bispo considera “apego exagerado” guardar as cinzas em casa e “prática panteísta” jogar as cinzas na natureza. “Um cemitério é um lugar sagrado porque lá se vai com respeito pela memória do falecido”, esclarece.

Dom Caetano ainda explica que Finados não é uma data carnavalesca e nem uma festa pátria, mas é uma celebração porque “a morte não é o fim de todas as coisas, é uma passagem para uma realidade nova, uma vida para sempre junto de Deus”. “A Páscoa é a celebração mais importante da nossa fé porque nela nos recordamos da morte e da ressurreição de Jesus. O Dia de Finados ganha importância porque comemoramos a morte e a ressurreição de todos nós. É a Páscoa de todos os cristãos no coração da Páscoa de Cristo”, ensina.

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