08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A rosa especial

Patrícia Araujo
| Tempo de leitura: 1 min

O relógio despertou às 8h, levantei, fui à cozinha, olhei para a pia, me arrumei, mandei mensagens, tudo combinado. 2 de novembro, mais um Dia de Finados, vou visitar o túmulo da minha avó, na pacata cidade que hoje chora por seus entes queridos.

Meu marido ficou e eu fui ao ponto de ônibus, olho para cima, vejo um belo ninho de bem te vi, que foi se arranjar no poste de eletricidade, O pássaro, todo bonito, me faz sorrir, lembro-me de como ela adorava pássaros. - Engraçado que nunca havia reparado nesse ninho... Nem 15 minutos, o ônibus chegou e, no caminho para o local, uma senhora conversa comigo e me dá conselhos. Por fim, se despede.

Desço alguns pontos depois, tomo um refrigerante, agradeço e sigo em direção à floricultura. Lá, sem que eu saiba, me espera o presente. No ano anterior, minha mãe, irmã e eu havíamos comprado flores artificiais para o túmulo da vovó. Neste ano tomei a decisão: - ela merece flores de verdade. - Moço, eu quero três rosas, uma de cada cor, cada flor representa uma filha, expliquei.

Ele embalou as rosas com capricho, paguei o valor, já na saída ele me entregou mais uma dizendo: - Essa rosa é para você. Quando saí da floricultura, meus olhos se encheram d'água, a maior e mais bonita flor entre todas as outras que vi na loja estava em minhas mãos, tive a lembrança de que minha avó tinha uma bela roseira e seu apelido que, de tanto ser pronunciado, se tornou seu nome: Rosa.

Sim, não faltava mais nenhuma flor, ela também estava lá para acompanhar as três rosas menores.