08 de julho de 2026
Geral

Sífilis volta a crescer

Ana Paula Blower
| Tempo de leitura: 1 min

O Ministério da Saúde lançou na última semana ação nacional de combate à sífilis e classificou a situação que o Brasil enfrenta como uma epidemia da doença. De acordo com o mais recente boletim epidemiológico, nos últimos cinco anos, foram quase 230 mil novos casos.

Com relação à sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê durante a gestação e principal foco da campanha, o número de casos quase triplicou. Em 2010, a cada mil bebês nascidos, dois (média de 2,4) eram portadores de sífilis. No último ano, esse número subiu para seis (média de 6,5).

A sífilis, uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum, é transmitida apenas pelo contato sexual e da gestante infectada para o feto. O uso de preservativos é determinante na prevenção e propagação.

"Com o avanço no tratamento contra HIV e como a sífilis não tem tanta visibilidade, as pessoas perderam o medo e abandonaram o uso da camisinha. Elas se esquecem das doenças que vêm a reboque", alerta o urologista Marcus Vinícius Verardo de Medeiros, do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Sociedade Brasileira de Urologia.

No caso da sífilis congênita, o médico explica que, para evitar sequelas no bebê, é preciso identificar a doença na mãe durante o pré-natal, principalmente, no primeiro trimestre da gravidez. Se a infecção não for tratada, pode gerar má-formação da criança, aborto e até a morte. A sífilis tem cura e o tratamento é com antibióticos à base de penicilina.

"Temos que estimular que as mães façam o pré-natal a tempo de não contaminar a criança", diz o infectologista Paulo Santos, do Oeste D'Or.