08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Desocupa Brasil

Wilson Plaster
| Tempo de leitura: 1 min

Tenho acompanhado as ocupações e desocupações de escolas e universidades em todo o Brasil.

Estamos vivendo um momento delicado e perigoso com esse tipo de manifestação, que à primeira vista serve para movimentos radicais e partidos políticos de reputação reprovável.

Enquanto tudo acontecer no campo da manifestação ordeira e pacífica, nada a se contestar. Cada um tem o direito constitucional de se expressar sobre o que quer que seja desde que não ultrapasse os limites da legalidade.

Ao ler a matéria sobre a desocupação da Escola Guia Lopes, em Bauru, deparei-me com algo extremamente preocupante, uma declaração atribuída aos alunos que ocupavam a escola:

...Os alunos, contudo, afirmam que só deixaram a escola porque estavam desarmados e em número significativamente menor do que a equipe... (fonte jcnet.com.br 02/11/2016). De punho cerrado os estudantes dizem que a luta vai continuar.

Continuar de que forma? Radicalizando, partindo para o confronto com as forças de segurança? E se apenas um deles estivesse armado e resolvesse fazer uso da arma em questão? Quantos Lucas Eduardo Araújo Mota (aluno morto na ocupação no Paraná) nós teríamos nas manchetes na data de hoje?

Não me espantaria em nada se em breve tivermos notícias de estudantes se dirigindo a Caparaó, a Serra do Cachimbo e aos Araguaias do Brasil, conduzidos como foram no passado pelos muitos Carlos Marighella da história, que teimam em submeter a força os seus ideais insanos e ditatoriais.

Nós sabemos como essa história termina. (Soldados! Não vos entregueis a esses brutais, que vos desprezam, que vos escravizam que arregimentam vossas vidas, que ditam os vossos atos e os usam como carne para o canhão - Charles Chaplin),

Atualmente no lugar de soldados poderíamos tranquilamente ler estudantes