A Bovespa fechou em forte alta ontem, apoiada na melhora do humor do investidor estrangeiro diante do restabelecimento da confiança na vitória de Hillary Clinton na eleição à presidência dos Estados Unidos. O Índice Bovespa terminou o dia alta de 3,98%, aos 64.051,65 pontos. Foi a maior variação porcentual diária registrada desde 10 de maio. O pontapé para a melhora foi dado no domingo à tarde, quando o FBI descartou incriminar a candidata democrata no episódio da investigação de e-mails à época de sua gestão como secretária de Estado do país. Pesquisas indicando vantagem de Hillary sobre o republicano Donald Trump completaram esse quadro de maior apetite por risco, que beneficiou os mercados emergentes em geral.
O mesmo FBI que trouxe alívio aos mercados nesta segunda-feira foi quem gerou intranquilidade na semana passada, ao anunciar a reabertura das investigações contra a candidata democrata - a preferida nos mercados. A Bovespa teve queda de 4,23% no período, causada essencialmente pelas pesquisas de intenção de voto que sucederam a notícia da investigação. Os levantamentos mostraram empate técnico entre os dois candidatos, inclusive com Trump um ponto à frente. Ontem, os levantamentos voltaram a mostrar Hillary na liderança, com até seis pontos de vantagem.
Entre as ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, somente duas terminaram o dia em baixa. Entre as altas, chamaram a atenção as "blue chips" ligadas a commodities, como Petrobras, que dispararam 7,63% (PN) e 6,82% (ON). As da Vale também se destacaram, com ganhos de 7,03% (ON) e de 8,24% (PNA), impulsionando outros papéis da cadeia do aço. Entre os bancos, destaque para Banco do Brasil ON, que avançou 5,39%, também acima da média do Índice Bovespa.
O dólar fechou em baixa ontem, com aumento da confiança na eleição de Hillary Clinton para a presidência dos Estados Unidos. No mercado à vista, o dólar negociado no balcão fechou em queda de 0,77%, aos R$ 3,2066, com mínima em R$ 3,1881 (-1,35%).