09 de julho de 2026
Geral

Chuva forte deixa 11 mil "no escuro" em Bauru

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

A chuva que atingiu Bauru nessa quarta-feira (9) deixou 11 mil imóveis sem energia elétrica, derrubou árvores e causou transtornos ao trânsito devido a panes em semáforos em várias vias importantes da cidade. Segundo a CPFL, equipes trabalhavam ao longo da noite para restabelecer o fornecimento de energia “no menor tempo possível”.

IPMet acusou volume acumulado de 29,0 milímetros de chuva e ventos que chegaram a 54,3 quilômetros por hora. Com o temporal, árvores foram derrubadas em vários pontos da cidade, danificando, inclusive, a rede elétrica.

Segundo os bombeiros, quedas foram registradas nas avenidas Cruzeiro do Sul, Getúlio Vargas e Bandeiras e ruas Doutor José Ranieri e Professor Gérson Rodrigues. Ninguém ficou ferido e nenhuma casa ou veículo foi atingido. Também não houve pontos críticos de inundação.

Segundo o meteorologista André Mendonça de Decco, do IPMet, desta quinta-feira (10) até domingo (13), a ocorrência de novas chuvas não está descartada em Bauru. A partir de amanhã, a instabilidade será intensificada sobre o Estado devido à passagem de uma frente fria pelo Oceano Atlântico.

“Poderão ocorrer trovoadas principalmente no sul e leste do Estado, mas também há chances na área oeste, onde está Bauru, a partir do final da tarde”, cita. Na sexta, o sistema deve deslocar-se para o RJ, mas a possibilidade de pancadas de chuva segue até o domingo, com tendência de queda das temperaturas no fim de semana.

DEPOIS DA TEMPESTADE...

Malavolta Jr.
Arco-íris foi avistado em toda a cidade; na Vila Pacífico, ele cobriu o ginásio Panela de Pressão

Quando a chuva forte cessou e o sol reapareceu no final da tarde dessa quarta-feira (9), os bauruenses foram presenteados com um arco-íris, que coloriu a paisagem urbana. E também as redes sociais, que foram rapidamente tomadas por dezenas de postagens de moradores que puderam apreciar o fenômeno.

De acordo com André de Decco, o arco-íris é provocado pela dispersão da luz do sol, que sofre refração pelas gotículas suspensas na atmosfera. “Quando a elevação solar está baixa, no poente, esta refração fica mais acentuada”.

Como efeito final, a luz que penetra na superfície da gota é refletida em uma grande variedade de ângulos. A luz nos tons mais azulados retorna em um ângulo maior que nos avermelhados, sendo que estes últimos aparecem em uma posição mais alta no céu.